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ANOTAÇÕES DE MIGUEL TEIXEIRA CCCXII

Um Jeep fecharia com o STF. Um Jeep daria conta de levar os golpistas. Jeep, Jeep, Jeep Hurra. Não deu! Cai quem quer. O cartum de Aroeira, foi publicado pelo, Guga Noblat, no Site Metrópoles há dois dias

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57 comentários em “ANOTAÇÕES DE MIGUEL TEIXEIRA CCCXII”

  1. Miguel José Teixeira

    Nesse rítmo, futuramente, muitos eleitores não saberão fazer o “L” e muito menos o seu sigificado!

    “Educação perde R$ 42,3 bilhões até 2030 com pacote fiscal anunciado por Haddad”
    (Brasil Econômico, portal iG, 29/11/24)

    O governo federal anunciou nesta semana um pacote de corte de gastos que retira R$ 42,3 bilhões do orçamento do Ministério da Educação (MEC) nos próximos cinco anos. A medida pode impactar principalmente uma das promessas de campanha do governo Lula: a expansão do ensino em tempo integral.
    . . .
    (+em: https://economia.ig.com.br/2024-11-29/educacao-pacote-corte-de-gastos.html)

  2. Miguel José Teixeira

    “Nuncaantesnahistóriadessepaís”!

    “Dívida bruta do Brasil supera R$ 9 trilhões pela 1ª vez na história.”
    (Hamilton Ferrari, Poder360, 29/11/24)

    A dívida bruta do Brasil ultrapassa de R$ 9 trilhões pela 1ª vez na história em outubro. Somou R$ 9,032 trilhões no mês, com alta de 1,16% em relação a setembro e de 14,13% ante outubro de 2023. O BC (Banco Central) divulgou o relatório “Estatísticas Fiscais” nesta 6ª feira (29.nov.2024).
    Eis a íntegra do documento (PDF – 243 kB):
    https://static.poder360.com.br/2024/11/estatisticas-fiscais-bc-29nov2024.pdf
    . . .
    (+em: https://www.poder360.com.br/poder-economia/divida-bruta-do-brasil-supera-r-9-trilhoes-pela-1a-vez-na-historia/)

    Só pra PenTelhar. . .
    E o “pai da maior dívida bruta do Brasil ” é. . .

  3. Miguel José Teixeira

    “. . .”Guto Zacarias, vice-líder do governo de SP na Assembleia Legislativa, contabiliza todos os gastos da primeira-dama desde o início do governo Lula.”. . .

    “Crusoé: Deputado cria “Janjômetro” para fiscalizar gastos de Janja”
    (Redação O Antagonista, 29/11/24)

    Os gastos da primeira-dama, Janja da Silva, agora podem ser fiscalizados por e-mail ou até WhatsApp.

    O deputado estadual por São Paulo Guto Zacarias (União Brasil) criou o site “Janjômetro – medindo o quanto ela esbanja do seu suor” (1) para contabilizar os gastos públicos de Janja.

    Zacarias escreveu que a iniciativa “expõe a farra” dos gastos de Janja, entre eles o “Janjapalooza” (2):

    “Como se não bastasse um bandido na presidência da República, a esposa deslumbrada dele ainda TORRA o seu dinheiro com viagens de luxo, hotéis e móveis de R$ 200 mil.

    Para EXPOR essa FARRA, eu criei o Janjômetro: um site que cataloga todos os gastos da prime”.

    Para ter acesso aos gastos detalhados, o usuário precisa criar uma conta e, depois, recebe as atualizações em primeira mão de todos os gastos de Janja.

    Até o momento, o site contabilizou R$ 63.035.823,95 usados pela primeira-dama.

    Quanto custou a nova cascata artificial?
    Sem revelar o custo total, o ministério da Casa Civil tentou justificar a nova cascata artificial da Granja do Torto (3), que foi divulgada por Janja nas redes sociais.

    Em nota, a pasta informou que houve “manutenção predial corretiva e preventiva de caráter contínuo, adequações, recuperação, reparos e revitalizações da Granja do Torto, o que inclui as áreas interna e externa, como jardins, espelhos d’água e fontes, por meio de contratos já realizados de manutenção predial e serviços comuns de engenharia da Presidência da República.”

    Durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a Granja do Torto serviu como residência do ex-ministro da Economia Paulo Guedes.

    Desde 2023, a casa de veraneio da Presidência da República tem passado por uma reforma.

    Em março de 2024, o governo Lula abriu uma licitação de 20 milhões de reais para a realização de reparos nos imóveis oficiais da Presidência da República.
    . . .

    (1) https://www.janjometro.com/
    (2) “Crusoé: Janjapalooza é mais uma farra paga pela conta de luz dos brasileiros”
    (+em: https://oantagonista.com.br/brasil/crusoe-janjapalooza-e-mais-uma-farra-paga-pela-conta-de-luz-dos-brasileiros/)
    (3) “Quanto custou a nova cascata artificial de Lula e Janja?”
    (+em: https://oantagonista.com.br/brasil/quanto-custou-a-nova-cascata-artificial-de-lula-e-janja/)

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/brasil/crusoe-deputado-cria-janjometro-para-fiscalizar-gastos-de-janja/)

  4. Miguel José Teixeira

    Foi dado o pontapé inicial para a campanha do lula 4!

    “Autoria do corte”
    (Camila Mattoso, Brasília Hoje, FSP, 29/11/24)

    A repórter Catia Seabra (*) relata que o pronunciamento feito por Fernando Haddad (Fazenda) na quarta-feira (27) teve participação direta do publicitário Sidônio Palmeira (**). O marqueteiro também acompanhou a reunião em que o ministro apresentou as medidas à bancada do PT.

    A presença dele faz parte de uma ofensiva de comunicação do governo Lula (PT) para o fim de ano. O anúncio de Haddad do ajuste fiscal recebeu tratamento presidencial, inclusive com a direção de fotografia e de cena da filmagem de Ricardo Stuckert, fotógrafo oficial de Lula.

    Coordenador da campanha de Lula à Presidência, Sidônio atuou não só na produção do pronunciamento como também na concepção do texto —ao lado do próprio Haddad e sob a supervisão do titular da Secom, Paulo Pimenta.

    A escalação de Haddad, em vez do próprio presidente, alimentou na classe política a suspeita de que Lula avalia o chefe da Fazenda para um eventual plano B.

    Saiba mais sobre o tema em três links:

    A positividade
    “Pronunciamento de Haddad focou sucesso e competência, analisa IA”
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2024/11/pronunciamento-de-haddad-focou-sucesso-e-competencia-analisa-ia.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb)

    A cronologia do anúncio
    “Da ‘prioridade’ ao anúncio, pacote teve viagem cancelada e ministra escanteada; veja a cronologia.”
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2024/11/da-prioridade-ao-anuncio-pacote-teve-viagem-cancelada-e-ministra-escanteada-veja-a-cronologia.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb)

    O pacote
    “Governo desidrata pacote de Haddad, mercado reage e Congresso cobra emendas para aprovar neste ano.”
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2024/11/governo-desidrata-pacote-de-haddad-mercado-reage-e-congresso-cobra-emendas-para-aprovar-neste-ano.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb)

    (*) “Está faltando acupuntura aí para baixar o estresse, diz Alckmin sobre alta.”
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2024/11/esta-faltando-acupuntura-ai-para-baixar-o-estresse-diz-alckmin-sobre-alta-do-dolar.shtml)

    (**) “Marqueteiro de Lula atuou em anúncio de pacote por Haddad”
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2024/11/marqueteiro-de-lula-atuou-em-anuncio-de-pacote-por-haddad.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb)

    (Texto recebido pelo correio eletrônico)

  5. Miguel José Teixeira

    Qual o elo entre o plano de golpe do futuro presidiário e o plano de cortes do ex presidiário? O fracasso!

    Felizmente, o plano do capitão zero zero falhou!
    Infelizmente, o plano de cortes do lula está fadado à falhar!

    Ambos miraram apenas o seu próprio bem estar. . .

  6. Miguel José Teixeira

    Daí a expressão “amigo do rei”!

    “Emprego estável”

    Eram os anos 1960 e Teotônio Vilela fazia campanha para senador, cada vez mais distante da Usina Boa Sorte. O filho José Aprígio, 17 anos, já muito responsável, cobrava sua presença. Mostrou-se tão preocupado que o pai o emancipou e confiou a ele a gestão da usina.
    O rapaz iniciou cortando gastos e logo recolheu os talões de cheque do pai. Teotônio era generoso, dava até o que não tinha, inclusive dinheiro, e talões de cheque eram um perigo.
    Mas o senador só reagiu quando Aprígio mexeu no amigo:
    – “Terei de dispensar o Zé do Cavaquinho”, referindo-se ao grande companheiro de boemia, poeta e cantador.
    Teotônio subiu nas tamancas:
    – “Nesse aí ninguém toca!”
    Zé Aprígio insistiu:
    – “Ele nunca deu um dia de serviço!”
    Teotônio liquidou o assunto:
    – “Ele cuida da minha alma!”
    Enquanto viveu, Zé do Cavaquinho foi funcionário da usina.

    (Poder sem pudor, Coluna CH, DP, 29/11/24)

    Teclando usina. . .
    “Na pedra de turmalina
    E no terreiro da usina, eu me criei
    Voava de madrugada
    E na cratera condenada, eu me calei”
    . . .
    Zé Ramalho e seu clássico Avôhai: https://www.youtube.com/watch?v=wWo4kFYK7-o

  7. Miguel José Teixeira

    Pensando bem…
    (Coluna CH, DP, 29/11/24)

    …“nunca na história desse (sic) País” o dólar chegou a R$ 6!

    Matutando bem…
    (Matutildo, aqui e agora)

    “E isso é só o começo!”

  8. Miguel José Teixeira

    Enquanto o congresso nacional insiste em permanecer “deitado eternamente em berço esplêndido”, a visita do descondenado pelo SuTriFe, zédirceu, à China rende!

    “China comprou”
    A venda da maior mina de urânio do Brasil (na Amazônia) ao governo da China indignou o Congresso. “Ninguém fala nada. Por quê? O que há aí? Compromisso? Conluio?” pergunta o senador Plínio Valério (PSDB-AM).
    (Coluna CH, DP, 29/11/24)

  9. Miguel José Teixeira

    Coincidentemente. . . a isenção de impostos para quem recebe até R$5 mil mensais, prometida na campanha passada, só começa em 2026, ano da próxima campanha eleitoral.

    “Pacote Malddad taxa até quem tem doença terminal”
    (Cláudio Humberto, Coluna CH, DP, 29/11/24)

    O governo Lula (PT) prometeu “corte robusto de gastos”, mas passou a perna em todo mundo, provocando decepção e desânimo. O pacote anunciado pelo ministro da Fazenda, que opositores chamam de “Malddad”, inclui medidas cruéis como extinguir a isenção tributária para portadores de doenças terminais. O governo desapontou quem espera desde a posse do atual presidente a prometida isenção de impostos para quem recebe até R$5 mil mensais: só começa no ano (eleitoral) de 2026.
    . . .
    (+em: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/pacote-malddad-taxa-ate-quem-tem-doenca-terminal)

    Só pra cascatear. . .
    Tomara “êles” abrirem logo as portas do “palácio de campo” para visitação pública, pois preciso urgente “me-energizar-me” nas cascata da janja na granja.

  10. Miguel José Teixeira

    Mais arrocho à vista!

    Pelo que temos “visto, lido e ouvido” o pacote do malddad regurgitado ontem, também conhecido como “cascata da janja na granja”, foi um autêntico tiro no pé.

    Portanto, preparem seus bolsos. . .

  11. Miguel José Teixeira

    Não observou nem aquela antiga, manJANJAda & e atualíssima lição do finado Tancredo Neves: “Esperteza, quando é muita, come o dono. ”

    “. . .Não estou aqui afirmando que não há méritos na reforma do IR. A questão é que ela já estava na agenda do Ministério da Fazenda. As propostas seriam apresentadas em 2025.
    . . .Ao antecipar essa discussão e fundi-la à do arcabouço – e isso apenas para que Lula não parecesse um neoliberal nem um austericida -, o governo anulou os ganhos econômicos que poderia obter sem ampliar os dividendos políticos.”. . .

    “Pacote esquálido”
    (Hélio Schwartsman, FSP, 28/11/24)

    Na queda de braço entre Fernando Haddad e Gleisi Hoffmann, deu Gleisi. A ala política do governo Lula (a que só pensa em eleição) prevaleceu sobre a econômica, e o pacote que deveria dar sustentabilidade ao arcabouço fiscal não apenas saiu esquálido como ainda teve de dividir o palco com uma proposta de reforma do Imposto de Renda, o que fez aumentar as desconfianças do mercado em relação à disposição do Planalto de ajustar as contas públicas.

    O resultado prático é que o anúncio das medidas que deveriam tranquilizar os agentes econômicos produziu mais uma alta do dólar, que vai lenta e resolutamente alimentando a inflação.

    Não estou aqui afirmando que não há méritos na reforma do IR. A questão é que ela já estava na agenda do Ministério da Fazenda. As propostas seriam apresentadas em 2025.

    Ao antecipar essa discussão e fundi-la à do arcabouço —e isso apenas para que Lula não parecesse um neoliberal nem um austericida—, o governo anulou os ganhos econômicos que poderia obter sem ampliar os dividendos políticos. Se a reforma de fato sair, ela valerá em 2026, pouco importando quando a proposta foi originalmente apresentada, se em 2024 ou 2025.

    Cabe ainda observar que os agentes econômicos têm razões para ser céticos em relação à reforma. A parte em que o Tesouro abre mão de arrecadação (isenção até R$ 5.000) (*) depende só de uma lei que parlamentares aprovariam de bom grado. Já a que compensaria as perdas taxando os mais ricos exige mais medidas que têm tramitação muito mais incerta.

    A política cobra escolhas, às vezes difíceis. Para um governante, o mais fácil é empurrar essas decisões difíceis para a frente. É eleitoralmente menos arriscado adiar a resolução do problema fiscal do que enfrentá-la. Mas esse é um nó que o Brasil precisa resolver se quiser se pôr numa rota de crescimento sustentável.

    Alguém já afirmou que a diferença entre um estadista e um demagogo é que este decide pensando nas próximas eleições, enquanto aquele decide pensando nas próximas gerações. Lula olha muito mais para o presente do que para o futuro.

    (*) “Isenção do IR para R$ 5.000 beneficiará 26 milhões de pessoas; imposto mínimo atingirá 100 mil”
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2024/11/isencao-do-ir-para-r-5-mil-beneficiara-26-milhoes-de-pessoas-imposto-minimo-atingira-100-mil.shtml)

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/helioschwartsman/2024/11/pacote-esqualido.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)

  12. Miguel José Teixeira

    Benhêêê. . .pió qui tá vai ficá? Inda bem qui nóis tem nossa cascata para si energizá!

    “. . .O IR não apenas dominou a conversa como fez o pacote sair pela culatra, até agora: dólar a quase R$ 6, taxa de juros de um ano quase a 14% anuais, mais aperto financeiro, aumento do custo de financiamento da dívida pública, mais pressão sobre a inflação.”. . .

    “Além da dúvida do IR, pacote prevê cortes improváveis de gasto”
    (Vinicius Torres Freire, FSP, 28/11/24)

    Está difícil de acreditar que o governo vai conseguir conter despesas no tanto que está previsto na tabelinha do pacote fiscal. Se vai conseguir cumprir suas metas em 2025 e 2026. O plano fiscal vai até 2030 (1). Mas sabe-se lá qual será o próximo governo e qual será o tamanho do conserto fiscal necessário em 2027 —será grande. Ainda que o pacote funcionasse no próximo biênio, seria apenas um remendo.

    O tamanho do resultado de algumas providências é incerto, como no caso dos pentes-finos, recadastramentos e mudanças de regras de acesso do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (2). Para o ano que vem, o governo estima conter gastos de cerca de R$ 6,5 bilhões (da contenção total de R$ 30,6 bilhões prevista no pacote).

    O governo pretende conter gastos com aquele mecanismo chamado pelo palavrão “DRU”, desvinculação de receitas da União (3). Em resumo, a DRU permite ao governo não fazer certos gastos obrigatórios. Está em vigor. Vence no final deste ano. Se o governo vai apenas renovar o instrumento, de onde vem o dinheiro extra (R$ 3,6 bilhões em 2025)? Se vai mudar a DRU, como vai ser?

    O governo prevê diminuir subsídios e subvenções em 10% (crédito barateados para empresas, muitas do agro, etc.). O governo diz que o arrocho será de R$ 1,8 bilhão. Vai conseguir? O governo quer também conter o aumento do dinheiro que é legalmente obrigado a passar para o Distrito Federal. Hum.

    Felipe Salto, economista-chefe da Warren Investimentos e ex-secretário da Fazenda paulista, estima que, com subsídios, o governo arruma R$ 700 milhões. Com DRU, nada. Com as medidas para melhorar BPC e Bolsa Família, R$ 2,6 bilhões. No total, prevê frustração de R$ 11 bilhões.

    Há contas mais precisas por fazer, pois faltam os textos legais. A coisa toda vai passar pelo Congresso (4). Há medidas que devem funcionar, como colocar a despesa com escola integral no cesto da despesa obrigatória e crescente do Fundeb. Vai haver algum controle sobre o crescimento do valor das emendas parlamentares —bom. Mas vai se cortar apenas parte da gordura de um bicho que cresceu muito, de modo indevido, quando não picareta.

    Como observa o economista Marcos Mendes, pesquisador associado do Insper e colunista desta Folha, o governo ainda vai precisar de muito aumento de receita. Mais aumento de receita implica mais gasto obrigatório com saúde e educação.

    O resumo da ópera é desconfiança.

    O anúncio do dito pacote fiscal foi dominado pela história do Imposto de Renda (5), entende-se. É vida real, mais ou menos dinheiro a cair na conta. É incerteza econômica, pois não se sabe se o governo vai conseguir criar o imposto extra sobre ricos, que pagam escandalosamente pouco. Quando este governo tentou cobrar mais sobre os fundos exclusivos, de famílias ricas, o Congresso cortou a alíquota quase pela metade.

    O IR não apenas dominou a conversa como fez o pacote sair pela culatra, até agora: dólar a quase R$ 6 (6), taxa de juros de um ano quase a 14% anuais, mais aperto financeiro, aumento do custo de financiamento da dívida pública, mais pressão sobre a inflação.

    Esperava-se que, mesmo com um pacote mediano, o dólar poderia voltar ao preço salgado e inflacionário de R$ 5,5. Agora, sabe-se lá. Há incerteza nova, as metas do pacote parecem otimistas demais.

    Vamos ter mais problemas, também a curto prazo.

    (1) “Governo Lula promete economia de R$ 327 bi até 2030 com contenção de gastos; veja medidas”
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2024/11/governo-lula-promete-economia-de-r-327-bi-ate-2030-com-contencao-de-gastos-veja-medidas.shtml)

    (2) “Governo bloqueia renda de 300 mil beneficiários do BPC; veja como funciona o pente-fino”
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2024/11/governo-bloqueia-renda-de-300-mil-beneficiarios-do-bpc-veja-como-funciona-o-pente-fino.shtml)

    (3) “Veja quais as medidas em estudo pela equipe econômica para cortar gastos”
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2024/11/veja-quais-as-medidas-em-estudo-pela-equipe-economica-para-cortar-gastos.shtml)

    (4) “https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2024/11/entenda-o-caminho-do-pacote-de-corte-de-gastos-no-congresso.shtml”
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2024/11/entenda-o-caminho-do-pacote-de-corte-de-gastos-no-congresso.shtml)

    (5) “Quem ganha mais de R$ 7.500 ficará com isenção somente até dois salários mínimos”
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2024/11/quem-ganha-mais-de-r-7500-ficara-com-isencao-somente-ate-dois-salarios-minimos.shtml)

    (6) “Dólar dispara e fecha perto de R$ 6 em reação a pacote fiscal e aumento da isenção do IR”
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2024/11/dolar-abre-em-disparada-com-pronunciamento-de-haddad-e-detalhes-do-pacote-fiscal.shtml)

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/viniciustorres/2024/11/alem-da-duvida-do-ir-pacote-preve-cortes-improvaveis-de-gasto.shtml)

  13. Miguel José Teixeira

    Entre cascatas, cortes & emendas, “A gente vai levando”. . .

    “Sempre as emendas”
    (Camila Mattoso, Brasília Hoje, FSP, 28/11/24)

    Um dia após o governo Lula anunciar o inusitado pacote de corte e de elevação de gastos ao mesmo tempo, o Congresso já se movimenta (*), mas não necessariamente para (só) discutir o teor da proposta.

    Líderes da Câmara dos Deputados e do Senado dizem que um fator importante a ser levado em conta está fora do pacote. As emendas parlamentares.

    O principal mecanismo de congressistas para mandar dinheiro para suas bases eleitorais está travado por decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) sob o argumento de que é preciso adotar melhores regras de transparência e fiscalização.

    Com o pacote de Lula, o senso de oportunidade apitou.

    Líderes das duas Casas afirmam reservadamente que, se os recursos não forem liberados, nenhuma pauta de interesse do governo será aprovada até o fim do ano.

    Parlamentares de diferentes partidos políticos dizem que houve um “jogo casado” entre Executivo e Judiciário na decisão que barrou as emendas. Agora chegou a hora do troco.

    Veja mais detalhes do pacote:

    A isenção por doença
    “Isenção no IR por motivos de doença será limitada a quem ganha até R$ 20 mil, diz Haddad”
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2024/11/isencao-no-ir-por-motivos-de-saude-sera-limitada-a-quem-ganha-ate-r-20-mil-diz-haddad.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

    O que muda nos benefícios
    “Governo vai exigir biometria para benefícios e recadastramento mais frequente, diz Haddad”
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2024/11/governo-vai-exigir-biometria-para-beneficios-e-recadastramento-mais-frequente-diz-haddad.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb)

    (*) “Líderes do Congresso cobram liberação de emendas para votar pacote de Haddad”
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2024/11/lideres-do-congresso-cobram-liberacao-de-emendas-para-votar-pacote-de-haddad.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb)

    (Texto recebido pelo correio eletrônico)
    . . .
    Mesmo com o nada feito
    Com a sala escura
    Com um nó no peito
    Com a cara dura
    Não tem mais jeito
    A gente não tem cura
    . . .
    (Caetano & Chico)
    https://www.youtube.com/watch?v=reyvsuWKm_o

    1. Esta raiva é válida para ser usada contra os outros? Gente escrota e sem capacidade de gerar raiva pela competência, competitividade, produtividade, ciência que o agro gera na esquerda do atraso e nos países que continuam gigolôs da terra e produção rural.

  14. Miguel José Teixeira

    “. . .Ministros do Supremo são a última barreira entre crime e legalidade. Jamais deveriam se achar e se comportar como melhores e mais importantes.”. . .

    “A vaidade da toga e a discrição da farda”
    (Ricardo Kertzman, O Antagonista, 28/11/24)

    Desde a deflagração da Operação Contragolpe pela Polícia Federal, que prendeu quatro militares e um policial (1) no dia 19 de novembro de 2024, e o consequente indiciamento de 37 pessoas, dentre elas o ex-presidente da República, Jair Bolsonaro, e seu ex-ministro e candidato a vice, general Braga Netto, por abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa, a sequência de fatos, divulgados a partir do relatório da PF entregue à Procuradoria-Geral da República, é simplesmente estonteante.

    Como no ditado popular, “a cada enxadada, uma minhoca”, a cada uma das quase 900 páginas, pormenorizadamente detalhadas (2) pela Polícia Federal, com provas abundantes dos potenciais crimes praticados por golpistas de alta patente, sob planejamento, atuação e domínio do “mito” (3), segundo denúncia da própria PF, somos apresentados a episódios de mais pura comédia – como a falta de táxi -, à mais abjeta vilania – como as ameaças de Braga Netto (4) – mas, sobretudo, à personagens que hoje podemos dividir entre heróis e vilões.

    Resta cada vez mais claro o papel de ao menos cinco militares (Marco Antônio Freire Gomes, Tomás Ribeiro Paiva, Richard Nunes, André Luís Novaes, Guido Amin Naves e Valério Stumpf) que resistiram à sanha golpista (5) e conseguiram bloquear a disseminação da ideia junto aos comandos militares da Amazônia, do Norte, do Nordeste, do Leste, do Sudeste, do Sul, do Planalto e do Oeste, e à Força Aérea (Carlos Almeida Baptista). Lamentavelmente, segundo a PF, o comandante da Marinha, almirante Almir Garnier, “tinha tanques prontos” para o golpe.

    Pérolas aos porcos
    Todos estes oficiais, cada um com seu papel e importância, estão marcados para sempre em nossa história, em contraponto imediato (6) a “colegas” como os generais Augusto Heleno, Mário Fernandes e Theophilo Gaspar, além dos coronéis Mauro Cid e Cleverson Ney Magalhães, pois mantiveram-se dentro da legalidade, ainda que lhes custasse pressões e ameaças de toda sorte (7). Contudo, agora, lhes pergunto, caro leitor, cara leitora: vocês souberam desses fatos? Vocês os ouviram enaltecer a si mesmos? Vocês os viram nomeando-se heróis?

    Não? É o que me remete a outra pergunta: por que, então, ao contrário, alguns ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) arvoram-se deuses da democracia? Garantidores do Estado democrático? Guardiões da liberdade e da pátria?

    Togados e fardados
    Outro dia, Gilmar Mendes disse que “O Brasil seria pior” (8) sem seu colega Xandão – o ministro Alexandre de Moraes. Por quê? Bem, porque tem conduzido com “mão de ferro” o interminável e “cabe tudo” inquérito das Fake News, que, como bem demostrou Felipe Moura Brasil, começou para blindar os próprios ministros (9).

    A diferença de conduta entre togados e fardados é gritante. Uns atuam como pavões e outros, como tartarugas. Enquanto os militares não transigem com os ditames da Constituição, o mesmo não se pode dizer dos ministros (10).

    A importância de ambas as instituições é indiscutível; e idêntica. Exército, Marinha e Aeronáutica são o braço armado da República, sob a égide da tripartição de Poderes. Já os ministros do Supremo são a última barreira entre o crime e a legalidade. Jamais deveriam se achar – e se comportar – como melhores ou mais importantes.

    (1) “Operação Contragolpe: general e três ‘kids pretos’ são presos”
    (+em: https://oantagonista.com.br/brasil/operacao-contragolpe-general-e-tres-kids-pretos-sao-presos/#google_vignette)

    (2) “A análise da trama golpista e da reação de Bolsonaro”
    (+em: https://oantagonista.com.br/videos/a-analise-da-trama-golpista-e-da-reacao-de-bolsonaro/)

    (3) “Bolsonaro atuou e planejou para concretização de golpe de Estado, diz PF”
    (+em: https://oantagonista.com.br/brasil/bolsonaro-atuou-e-planejou-para-concretizacao-de-golpe-de-estado-diz-pf/#goog_rewarded)

    (4) “Braga Netto nega ter feito ameaça às eleições: “Ministro não se comunica por interlocutores”
    (+em: https://oantagonista.com.br/brasil/braga-netto-nega-ter-feito-ameaca-as-eleicoes/#google_vignette)

    (5) “Marinha iria seguir golpe de Bolsonaro, diz Baptista Jr.”
    (+em: https://oantagonista.com.br/brasil/exercito-e-aeronautica-entregaram-a-marinha/)

    (6) “A análise da trama golpista e da reação de Bolsonaro”
    (+em: https://oantagonista.com.br/brasil/exercito-e-aeronautica-entregaram-a-marinha/)

    (7) “Como Bolsonaro alimentou a “Rataria” – uma cronologia dos fatos”
    (+em: https://oantagonista.com.br/brasil/como-bolsonaro-alimentou-a-rataria-uma-cronologia-dos-fatos/#google_vignette)

    (8) “Não, Gilmar. O Brasil não seria pior sem Alexandre de Moraes”
    (+em: https://oantagonista.com.br/analise/nao-gilmar-o-brasil-nao-seria-pior-sem-alexandre-de-moraes/)

    (9) “Os acertos e omissões do New York Times sobre STF, Lava Jato e fake news”
    (+em: https://oantagonista.com.br/analise/os-acertos-e-omissoes-do-new-york-times-sobre-stf-lava-jato-e-fake-news/)

    (10) “A censura de 20 milhões de brasileiros e a falta da Lava Toga”
    (+em: https://oantagonista.com.br/analise/a-censura-de-20-milhoes-de-brasileiros-e-a-falta-da-lava-toga/#google_vignette)

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/analise/a-vaidade-da-toga-e-a-discricao-da-farda/)

  15. Miguel José Teixeira

    A inútil, caríssima e perdulária câmara dos dePUTAdos inova: um cabidódromo dentro de outro!

    “Câmara aprova criação de estatal dentro de estatal”
    (Poder360, 28/11/24)

    A Câmara dos Deputados aprovou na 4ª feira (27.nov.2024) o projeto de lei que autoriza a criação da Alada, estatal que deve explorar economicamente a infraestrutura e a navegação aeroespaciais. O texto será enviado ao Senado.
    . . .
    O projeto para a criação da Alada é de autoria do Poder Executivo. Foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 3 de outubro. Em nota publicada na época, o governo disse que a Alada ficará responsável pela realização de projetos e atividades de apoio ao controle do espaço aéreo.
    . . .
    (+em: https://www.poder360.com.br/poder-congresso/camara-aprova-criacao-de-estatal-dentro-de-estatal/)

    A esperança é a última que morre:
    “O texto será enviado ao Senado”

    Matutando bem. . .
    Periga o inútil, caríssimo e dispendioso senado criar um cabidódromo dentro do cabidódromo que estará dentro de outro!

  16. Miguel José Teixeira

    Mas por aqui, só chegam as bugigangas!

    “Se a moda pegasse…”
    Na China, corrupção é punida com pena de morte. Sem descondenação. Caso do ex-presidente do Banco Central Liu Liange, acusado de aceitar subornos e permitir empréstimos fraudulentos.
    (Coluna CH, DP, 28/11/24)

  17. Miguel José Teixeira

    O “comedor de camarão” (1) defendendo o indefensável, só para exercitar (o que exatamente não se sabe)!

    “Bolsonaro é perseguido pelo sistema, diz Marinho”

    O senador Rogério Marinho (PL-RN) acredita que há “movimento claro” dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para impedir nova candidatura do ex-presidente Jair Bolsonaro, em 2026. Segundo o senador, que é líder da oposição, o levantamento Paraná Pesquisas desta semana mostrando Bolsonaro à frente de Lula em eventual disputa pela Presidência, demonstra que “a população não engoliu” as acusações da Polícia Federal da suposta tentativa de “golpe” de Estado.

    (Coluna CH, DP, 28/11/24)

    (1) Potiguar ou potiguara é o nome de uma grande tribo tupi que habitava a região litorânea do que hoje são os estados do Rio Grande do Norte e da Paraíba. Em tupi quer dizer “comedor de camarão” (Potï, “camarão” e guar, “comedor”).

    Só pra enfezar. . .
    Enquanto a direita não virar a página, lula nadará de braçadas!

  18. Miguel José Teixeira

    E o troféu “viaJANJAndo” e/ou “esbanJANJAndo” vai para. . .

    “Governo Lula agora está a um ‘aerolula’ de estourar o Orçamento”
    (Cláudio Humberto, Coluna CH, DP, 28/11/24)

    Enquanto enrola com o corte de gastos, a torneira da gastança no governo Lula segue jogando no ralo o dinheiro do pagador de impostos. A despesa pública atualizada, disponível no Portal da Transparência, chegou nos R$ 5,4 trilhões, a apenas R$1,8 bilhão do total previsto para 2024 na Lei Orçamentária anual. O pouco que falta para estourar o que está previsto em lei é o suficiente para atender ao capricho de Lula e Janja: um novo Aerolula, para substituir o seminovo Airbus 319.

    Gasto só cresce
    A despesa do governo federal só subiu desde que Lula assumiu. Pulou dos R$5,26 trilhões em 2023 para R$5,41 trilhões… e o ano não acabou.

    Palácio voador
    Com todas as exigências de Lula, os modelos achados pelo Ministério da Defesa são Airbus e custam, decorados, de R$1,4 bilhão a R$2 bilhões.

    Compra continua
    O governo insinua que o esperado corte de gastos “retardou” a compra. É o que recomenda o bom senso, mas não procede.

    Não vale o desperdício
    Lula se recusa a voar no Airbus 319 desde que um urubu forçou o avião a retornar. Não percebe que foi a qualidade do avião que evitou o pior.

    (Fonte: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/governo-lula-agora-esta-a-um-aerolula-de-estourar-o-orcamento)

    Só pra PenTelhar. . .
    Dizem as más línguas que a água da ca$cata da janja na granja (1), vem do Parque Água Mineral (2). . .

    (1) https://www.gov.br/planalto/pt-br/conheca-a-presidencia/palacios-e-residencias/granja-do-torto
    (2) https://www.df.gov.br/agua-mineral/

  19. Miguel José Teixeira

    Na mídia:

    “Haddad faz pronunciamento nesta quarta e anuncia isenção de IR para quem ganha até R$ 5.000”

    Macacos me mordam. . .
    O anúncio é hoje, mas. . .sua validade é somente para 2026?

    Haja contorcionismo!

  20. Miguel José Teixeira

    É a corja vermelha da PeTezuela realizando antigo sonho: o fim do Plano Real!

    “. . .O ponto nevrálgico é que, ao que parece, os tributos nacionais já atingiram o que chamam de curva de Laffer, que relaciona a alíquota dos impostos com a receita pública. A partir de um determinado ponto, por mais que se aumente a alíquota do imposto, menos receitas fiscais entram no cofre do governo.”. . .

    “Rumo às rochas”
    (Circe Cunha e Manoel de Andrade-Mamfil e “Visto, lido e ouvido”, Blog do Ari Cunha, CB, )

    Com relação ao Orçamento da União, que, em termos simplificados, significa o quanto e onde são gastos o dinheiro dos pagadores de impostos, o governo descuidou da contabilidade nacional, gastando além das possibilidades reais e, com isso, acabou por acumular uma enorme e impagável dívida pública. Somente sob o governo atual, a dívida bruta já aumentou R$ 1 trilhão, alcançando 77,5% do PIB este ano e com previsão de chegar a 80,1% em 2025. Isto é o que se chama Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG). Em fevereiro deste ano, a dívida atingiu R$ 8,3 trilhões. A responsabilidade por esses números negativos é toda do governo atual que persiste em sua aritmética ilógica de que “gastos, não são gastos, são investimentos.”

    Fosse o Brasil uma empresa privada, há muito estaria na lista de entidade falida e às voltas com credores. É o que resulta quando se mistura ideologia com finanças públicas. Todos os governos, pelo mundo afora, que seguem a mesma cartilha, estão nessa situação ou pior. Agora chegou a hora de correr contra os prejuízos, antes que eles engulam o próprio governo, mostrando para a nação que o transatlântico Brasil está à pique. O pior é que os mais de 200 milhões de passageiros que embarcaram nesse colossal navio foram obrigados a pagar uma passagem caríssima, representada por uma das maiores cargas tributárias do planeta, tudo isso com retornos em forma de serviços públicos absolutamente imperceptíveis.

    Aflito para cumprir as regras fiscais ainda este ano, o governo fala agora em bloqueio ou corte no Orçamento, que nem ele mesmo sabe o montante. Os números desencontrados, nessa contabilidade criativa, variam de R$ 6 bilhões a R$ R$ 50 bilhões. Mesmo que opte por valores máximos, as previsões são de que esses cortes serão insuficientes para zerar o déficit primário. Temos aqui a velha lição que ensina que dinheiro não aguenta desaforos. Diante de uma situação dessa natureza, o governo, mais uma vez, irá escolher, na Esplanada dos Ministério, quais daqueles que respondem pelas mais de 40 pastas, irão experimentar os efeitos da tesoura executiva. Logicamente que esses ministérios serão sorteados de acordo também com as estratégias políticas do próprio governo e não simplesmente por razões contábeis. O resumo aqui mostra que o atual governo gasta muito por razões políticas e agora terá que cortar muito pelas mesmas razões. Numa visão geral da situação, tudo o que temos é a irresponsabilidade fiscal a ser, mais uma vez, empurrada para a população. Uma visita aos supermercados pode esclarecer melhor os frutos dessa política descompromissada com os recursos públicos. O pior é que os autores diretos e indiretos desse enorme mal feito nada sentirão desses efeitos negativos. Nos últimos doze meses, o déficit primário acumulado já era de R$ 245,8 bilhões, equivalente a 2,12% do Produto Interno Bruto. Os parcos índices de crescimento ou superávit decorrem, todos eles, da iniciativa privada, principalmente no setor do agrobusiness.

    Mesmo as estatais, protegidas por uma espécie de cobertor ideológico, apresentaram um déficit de quase R$ 10 bilhões até o momento, sendo o maior saldo negativo deste século, obtido em apenas dois anos de gestão desastrosa e perdulária. Vale lembrar que essas empresas foram entregues com superávit pelo governo passado. A questão aqui é que o atual governo jogou, no lixo, as normas internas das estatais que proibiam que políticos ocupassem cargos de relevância nessas empresas. Deu no que deu. O ponto nevrálgico é que, ao que parece, os tributos nacionais já atingiram o que chamam de curva de Laffer, que relaciona a alíquota dos impostos com a receita pública. A partir de um determinado ponto, por mais que se aumente a alíquota do imposto, menos receitas fiscais entram no cofre do governo.

    Há sempre um limite ou resistência contra a extorsão. Normalmente, essa situação se dá quando a carga tributária atinge algo como 50% dos rendimentos da população. Existe aqui o que o próprio Laffer definia como “elasticidade da receita tachável”. É a lei da sobrevivência, presente em muitos lugares e em tempos distintos na história da humanidade. Mesmo que o atual governo não reconheça, o Brasil caminha a passos largos para o que os economistas chamam de dominância fiscal, que vem a ser uma situação tal de desequilíbrio no qual a crise fiscal passa a dominar a política econômica do país, fazendo com que todas as tentativas de solucionar o problema acabem agravando a situação.

    Num cenário como este, a presença ou a atuação do governo é indiferente. O navio segue à deriva, rumo às rochas.

    A frase que foi pronunciada:
    “A riqueza de uma nação se mede pela riqueza do povo e não pela riqueza dos príncipes.”
    (Adam Smith)

    (Fonte: https://blogs.correiobraziliense.com.br/aricunha/rumo-as-rochas/)

  21. Miguel José Teixeira

    Pensando bem…
    (coluna CH, DP, 27/11/24)

    …no governo Lula, falta caneta para anunciar corte.

    Matutando bem…
    (Matutildo, aqui e agora)

    Falta mesmo é coragem para efetuar os cortes que a sociedade almeja!

  22. Miguel José Teixeira

    Será que essas “focas amestradas” usufruem da cascata da janja na Granja?

    “Dignidade, cambada”
    O presidente da Câmara, Arthur Lira, foi a única autoridade a considerar fraco o “pedido de desculpas” do arrogante CEO global do Carrefour, cujas mentiras causaram danos morais irreparáveis ao Brasil. Só focas amestradas ligadas ao governo Lula aplaudiram Alexandre Bompard.
    (Coluna CH, DP, 27/11/24)

    Só pra alagoar. . .
    Será que o o gado do cangalira também foi preterido pelo Carrefour?

  23. Miguel José Teixeira

    Mas. . .a cascata do casal imperial já está pronta!

    “Falta é a mesma”
    O ministro Fernando Haddad avisou ao jornal O Globo, em 29 de outubro, que o suposto plano de cortar gastos no governo só precisava do aval de Lula. Um mês depois, ainda falta o aval do presidente.
    (Coluna CH, DP, 27/11/24)

    Só pra plimplimzar. . .
    Periga a a$$ociada gloBBBo culpar o estagiário da redação pela data ilusória!

  24. Miguel José Teixeira

    Também, pudera! Com todas as suas despesas e também as de seus familiares pagas por nós, burros de cargas. . .é óbvio que sobrará dinheiro dos polpudos salários para investirem!

    “Lulistas no Senado são ‘rentistas’: têm R$38,5 milhões investidos no mercado”
    Cláudio Humberto

    Como os deputados federais de esquerda, senadores aliados de Lula se enquadram como “rentistas”, frequentemente atacados pela presidente do PT, Gleisi Hoffmann, com investimentos no mercado financeiro que lhes garantem ótima renda passiva. Ao todo, senadores do bloco PT, PSD e PSB têm mais de R$38,5 milhões investidos em ações e sobretudo em renda fixa turbinada pela alta da taxa Selic. Os valores já não são esses declarados ao TSE ao registrarem suas candidaturas.

    Goiano na liderança
    O maior dos “rentistas” é o senador Vanderlan (PSD-GO), ex-dilmista, virou bolsonarista e agora é só elogios a Lula: R$21,8 milhões (2018).

    Pachecão milionário
    Outro ricaço é o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG): os investimentos do político mineiro passam dos R$9,9 milhões.

    Minha renda, minha vida
    No PT, oito senadores têm mais de R$4 milhões na renda passiva. Ex-governador da Bahia, Jaques Wagner é o que tem mais: R$1,1 milhão.

    Bancada da hipocrisia
    Esta coluna revelou segunda (25), que deputados federais “socialistas de iPhone” do PT, PSB, PCdoB etc. investem R$23 milhões no mercado.

    (Fonte: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/lulistas-no-senado-tem-r385-milhoes-no-mercado)

    Perguntar não ofende:
    E quando saberemos o quanto esses ParasiTas do erário tem, em suas contas nos paraísos fiscais?
    Alô, Musk!!!

  25. Miguel José Teixeira

    O efeito cascata da maldição da realização da 1ª Missa em solo sagrado dos Povos Originários!

    . . .”Observando a história recente do país, a impressão que tenho é que estamos aprisionados no mesmo modus operandi de décadas atrás.”. . .

    “A exuberância que une Collor a Janja. Com nossa grana, claro”
    (Ricardo Kertzman, O antagonista, 26/11/24)

    Aguardo sentado, pois de pé irei cansar, o cumprimento da sentença do ex-presidente Fernando Collor de Mello, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a oito anos e 10 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro (1) em um esquema criminoso envolvendo a antiga BR Distribuidora, hoje privatizada (Vibra Energia).

    Eleito presidente da República em 1990, Collor renunciou ao cargo em meio a um processo de impeachment dois anos depois. Dentre tantos enroscos judiciais e polêmicas políticas, ficou famosa, à época, a Casa da Dinda, mansão em que vivia o “caçador de marajás” cujos jardins foram supostamente reformados com dinheiro ilegal.

    A suspeita era de que havia superfaturamento nas obras faraônicas, que custaram aproximadamente dois milhões e meio de dólares – algo como mais de cinco milhões atualmente – possivelmente custeadas por um esquema de empresas fantasmas do então ex-tesoureiro de campanha, Paulo César Farias (PC Farias).

    Tudo sempre igual
    Gosto muito de citar o filme Groundhog Day (O feitiço do Tempo), de 1993, com os excelentes Bill Murray e Andie MacDowell, quando falo da espécie de looping atemporal em que o Brasil se mantém aprisionado. No filme, o protagonista (Murray) adormece e acorda sempre no mesmo dia – o tempo, para ele, nunca passa.

    Observando a história recente do país – após a redemocratização, para não ir muito longe -, a impressão que tenho é a mesma: estamos aprisionados no mesmo modus operandi de décadas atrás, mantendo-nos em constante estado de subdesenvolvimento social e econômico, e completas miséria política e institucional.

    Se Collor acaba de ser condenado, o que não foi anteriormente – sim, a impunidade dos poderosos (2) faz parte deste looping atemporal -, lembrando-nos do fim do século XX, a atual primeira-dama, ela mesma esposa de um ex-presidiário também condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, nos remete igualmente ao passado.

    Com o bolso alheio
    Circularam ontem, segunda-feira, 25, imagens da nova cascata da Granja do Torto (3), “residência de campo” da Presidência da República. Na boa, não sei o que é mais ultrajante: se a cascata paradisíaca ou a existência de uma “casa de campo” em Brasília, como se ainda vivêssemos sob o Império Português e seus palácios.

    Não é apenas ultrajante e desnecessário a um país com IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) tão baixo – 0.760, que nos coloca na vexatória 89º posição entre 193 nações (4) – este tipo de “mimo”. É brega! Coisa de “novo rico” deslumbrado. E aqui, note-se, a culpa não é de Lula e Janja apenas. É da “corte” ainda instalada na ilha da fantasia federal.

    O ministério da Casa Civil não informou o valor gasto na já apelidada “cascata da Janja”. Mas a primeira-dama não costuma economizar o dinheiro dos pobres – que o maridão jura amar e defender. Que digam as reformas palacianas e as viagens internacionais da todo-poderosa “boca suja”, que mandou Elon Musk “se foder”. Mas dos jardins da Dinda à cascata de Lula e Janja, quem se fuck mesmo, como já escrevi aqui (5), é o Brasil.

    (1) “STF mantém pena de Collor na Lava Jato”
    (+em: https://oantagonista.com.br/brasil/stf-mantem-pena-de-collor-na-lava-jato/#google_vignette)

    (2) “Depois de Lula, agora é Dirceu a “alma mais honesta” do Brasil”
    (+em: https://oantagonista.com.br/analise/depois-de-lula-agora-e-dirceu-a-alma-mais-honesta-do-brasil/)

    (3) “Quanto custou a nova cascata artificial de Lula e Janja?”
    (+em: https://oantagonista.com.br/brasil/quanto-custou-a-nova-cascata-artificial-de-lula-e-janja/#goog_rewarded)

    (4) “Brasil gasta muito e mal, mostra ranking de IDH”
    (+em: https://oantagonista.com.br/economia/brasil-gasta-muito-e-mal-mostra-ranking-de-idh/)

    (5) “Janja xinga Elon Musk, mas quem “se fuck” de verdade é o Brasil”
    (+em: https://oantagonista.com.br/analise/janja-xinga-elon-musk-mas-quem-se-fuck-de-verdade-e-o-brasil/)

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/analise/a-exuberancia-que-une-collor-a-janja-com-nossa-grana-claro/)

  26. Miguel José Teixeira

    “O relatório em números”
    (Camila Mattoso, Brasília Hoje, FSP, 26/11/24)

    Nas 884 páginas do relatório final da Polícia Federal sobre tentativa de golpe de Estado em 2022 o ministro Alexandre de Moraes é citado 206 vezes (1) e o presidente Lula, 72.

    Os dois eram alvos de assassinato de acordo com o documento “Punhal Verde Amarelo”, apreendido com o general da reserva Mario Fernandes, então número 2 da Secretaria-Geral da Presidência. Segundo a PF, Jair Bolsonaro (2) sabia desse plano.

    O texto final da investigação, tornado público nesta terça-feira (26), diz ainda que a tentativa de ruptura democrática liderada pelo ex-presidente só não foi concretizada por “circunstâncias alheias à sua vontade” (3), em especial a falta de apoio no comando do Exército.

    Declarado inelegível pelo TSE por ataques e mentiras sobre o sistema eleitoral, Bolsonaro, citado mais de 500 vezes no relatório da PF, nega ter tido acesso ao plano de execução das autoridades e também diz nunca ter pensado em golpe — apesar de ter estudado medidas extremas para se contrapor ao resultado das eleições.

    (1) “Alvos de trama golpista, Moraes é citado 206 vezes no relatório da PF; Lula, 72”
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/brasilia-hoje/2024/11/alvos-de-trama-golpista-moraes-e-citado-206-vezes-no-relatorio-da-pf-lula-72.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb)

    (2) “Diálogos e datas indicam que Bolsonaro sabia do plano de matar Lula, Alckmin e Moraes, diz PF”
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2024/11/dialogos-e-datas-indicam-que-bolsonaro-sabia-do-plano-de-matar-lula-alckmin-e-moraes-diz-pf.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb)

    (3) “Bolsonaro planejou, atuou e teve domínio de plano para golpe, diz Polícia Federal”
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2024/11/bolsonaro-planejou-atuou-e-teve-dominio-de-plano-para-golpe-diz-pf.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb)

    Veja três outros destaques do relatório:

    Os núcleos do plano
    (3)

    Os militares do Exército
    “Exército tem 12 militares da ativa indiciados pela PF em trama golpista”
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2024/11/exercito-tem-12-militares-da-ativa-indiciados-pela-pf-em-trama-golpista.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb)

    A véspera
    “General mobilizou golpistas para criar ‘cenário caótico’ 2 dias antes de diplomação de Lula, diz PF”
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2024/11/general-mobilizou-golpistas-para-criar-cenario-caotico-2-dias-antes-de-diplomacao-de-lula-diz-pf.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb)

    (Texto recebido pelo correio eletrônico)

  27. Miguel José Teixeira

    Me aparece cada uma que até parece duas. . .

    “Como continuar bolsonarista depois do que foi revelado?”

    Essa pergunta é feita pelo Joel Pinheiro da Fonseca, Economista, mestre em filosofia pela USP, em seu artigo na Folha de S. Paulo de ontem.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/joel-pinheiro-da-fonseca/2024/11/como-continuar-bolsonarista-depois-do-que-foi-revelado.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)

    Pelo que temos “visto, lido e ouvido” os lulopetistas estão dando cursos intensivos de dissimulação, haja vista que, depois de tudo que fizeram, ainda tem incautos votando neles!

  28. Miguel José Teixeira

    Matutando bem. . .

    É melhor não ter plano de governo do que ter plano de golpe de governo!
    Felizmente, fazer “arminhas” com os dedos não derrubam eleitos democraticamente.

    Refrão para o samba do coturno furado:
    “se gritar
    pega capitão,
    não sobra
    nem helenão”. . .

  29. Miguel José Teixeira

    . . .”Lula gosta dos belos discursos que imperam na ONU, mas as políticas de combate a fome não são eficazes a longo prazo.”. . .

    “O dilema da fome e o populismo diplomático de Lula”
    (Xico Graziano, engenheiro agrônomo e doutor em administração, Poder360, 26/11/24)

    Ao contrapor Lula (1) na recente reunião do G20 (2), Javier Milei prestou um bom serviço à inteligência, questionando a rota de sucesso para combater a fome no mundo. Chega de ladainha.

    A Aliança Global contra a Fome e a Pobreza (3), emplacada (4) por Lula com apoio de 84 países, tem o cheiro do passado e o sabor da política populista. Os argumentos utilizados em sua defesa, que ressaltam o papel dos governos na promoção da “justiça social”, parecem os mesmos de sempre. Basta assistir ao discurso de Lula (6min59s):
    https://www.poder360.com.br/opiniao/o-dilema-da-fome-e-o-populismo-diplomatico-de-lula/

    O liberal Milei critica a ideia de uma maior intervenção pública contra a fome. Segundo o presidente argentino, deve-se ampliar os mecanismos da economia de mercado, capazes de encontrar soluções mais eficazes para o drama da fome, e não criar contínua dependência, nem ineficiência ou corrupção, dentro do Estado. O raciocínio faz pensar.

    Ora, ninguém é a favor da fome. A questão essencial reside em entender sua complexidade nos dias de hoje. Em meados do século 20, a insuficiência da produção alimentar era tida como a causa principal da desnutrição humana. Daí, surgiu a revolução verde, que potencializou a produtividade agrícola e premiou seu expoente, o agrônomo norte-americano Norman Borlaug, com o Nobel da Paz de 1970.

    A conformação da situação famélica tem se alterado com o passar dos tempos. Agora, mesmo em condições de certa abundância de alimentos, a FAO/ONU (5) (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) declarou em seu último relatório (PDF – 9MB)(6), que de 713 a 757 milhões de pessoas passaram fome no mundo em 2023. Quais razões levam, em pleno século 21, a essa tristeza humana?

    Novas teorias se exigem para compreender o terrível mal, exigindo novas ações para combatê-lo. A mudança de paradigma decorre do fato de que, hoje, afora situações específicas, o dilema da fome se deslocou da produção para a distribuição de alimentos, deixando de ser um problema da agricultura. Pessoas passam fome pela falta de renda para comprar alimentos, ou têm o acesso limitado, por razões variadas, ao alimento saudável. É problema da economia.

    Funcionam, assim, programas públicos de transferência de renda e de inclusão de populações carentes para combater a fome. Aqui, está o foco da aliança proposta por Lula: dar o peixe a quem precisa comer. O defeito dessa política assistencialista é um só: não ensinar a pescar.

    Esmolas públicas, como o Bolsa Família (7), podem ser necessárias e eficazes por algum tempo. Mas podem também acomodar o cidadão, entorpecendo as verdadeiras saídas da situação de pobreza, relacionadas ao emprego e à ocupação produtiva. Aqui, se encaixa a fala de Milei.

    Existe uma razão gravíssima que provoca severas restrições alimentares de grandes contingentes populacionais: as guerras e conflitos territoriais e raciais. Intitulado “Guerra dos Alimentos”, um recente estudo (8) da Oxfam (9) afirma que 278 milhões de pessoas passaram fome aguda em 2023, em decorrência de sérias encrencas existentes em 54 países.

    Curiosamente, a visão bucólica da FAO pouco destaca tais situações como fator preponderante da fome no mundo. Seus “especialistas” preferem atacar os complexos agroalimentares e ficar romantizando a pequena agricultura camponesa, como que vivendo no mundo da lua.

    Criada depois da 2ª guerra, a FAO/ONU sempre namorou os velhos esquemas socialistas que favorecem entidades públicas, na África e na América Latina especialmente. O foco da FAO mira nas ajudas internacionais, com transferências de estoques de comida que alimentam políticos mais que famintos.

    Com o tempo, a FAO se transformou em um órgão burocrático, inchado, oneroso, recheado de lobistas, analistas e capachos, que vivem da própria organização. Muita reunião, muita teoria, pouca prática. Seu atual diretor-geral, o chinês Qu Dongyu, tem defendido reformas para aprimorar a eficiência da FAO, mas dificilmente logrará êxito.

    Para se valorizar, a FAO carrega a desgraça. Desde 2014, passou a divulgar dados sobre padrão alimentar, coletados conforme a Fies (Food Insecurity Experience Scale)(10), baseado em um questionário com 8 perguntas, aplicado a uma amostra da população mundial, distribuída segundo a realidade demográfica e socioeconômica dos países.

    Segundo o resultado dessa metodologia da Fies/FAO, existiam 2,33 bilhões de pessoas (28,9% da população global) vivendo moderada ou severamente com insegurança alimentar em 2023. O dado soa exagerado.

    Essas são as 8 perguntas cujas respostas medem a percepção das pessoas sobre sua situação alimentar:
    – Você estava preocupado em não ter comida suficiente para comer?
    – Você não conseguiu comer alimentos saudáveis ​​e nutritivos?
    – Você comeu só alguns tipos de alimentos?
    – Você teve que pular uma refeição?
    – Você comeu menos do que achava que deveria?
    – Ficou sem comida em sua casa?
    – Você estava com fome, mas não comeu?
    – Você ficou sem comer o dia todo?

    Responda você ao questionário e entenda o porquê de os resultados da insegurança alimentar parecem tão graves. Minha filha, que mora em república na faculdade, certamente seria classificada como vivendo em insegurança alimentar. Não é brincadeira, falo sério.

    A própria FAO/ONU esclarece que o Fies não coleta informação específica sobre o consumo de alimentos, nem sobre a qualidade da dieta ou sua composição. Ela só mede o comportamento das pessoas frente ao acesso à alimentação. Ou seja, é subjetivo, bem ao gosto dos manipuladores de ideias e dos catastrofistas.

    Lula gosta dessa prosopopeia que impera na ONU, cheia de belos discursos em cenários pomposos. Um populismo diplomático.

    (1) “Depois de se opor à declaração, Milei é recebido por Lula no G20”
    (+em: https://www.poder360.com.br/poder-internacional/depois-de-se-opor-a-declaracao-milei-e-recebido-por-lula-no-g20/)

    (2) “Ao vivo: Lula participa de reunião de encerramento do G20”
    (+em: https://www.poder360.com.br/poder-governo/ao-vivo-lula-participa-de-reuniao-de-encerramento-do-g20/)

    (3) “Lula lança Aliança Contra a Fome e a Pobreza na Cúpula do G20”
    (+em: https://www.poder360.com.br/poder-governo/lula-lanca-alianca-contra-a-fome-e-a-pobreza-na-cupula-do-g20/)

    (4) “Lula diz que aliança global contra a fome é seu maior legado no G20
    (+em: https://www.poder360.com.br/poder-governo/lula-diz-que-alianca-global-contra-a-fome-e-seu-maior-legado-no-g20/)

    (5) https://www.fao.org/brasil/pt/

    (6) https://static.poder360.com.br/2024/11/Relatorio-2024-Food-Secutiry-and-nutrition-in-the-world.pdf

    (7) https://www.gov.br/mds/pt-br/acoes-e-programas/bolsa-familia

    (8) “A fome provocada pelos conflitos está matando cerca de 21.000 pessoas por dia em todo o mundo.”
    (+em: https://www.oxfam.org.br/noticias/a-fome-provocada-pelos-conflitos-esta-matando-cerca-de-21-000-pessoas-por-dia-em-todo-o-mundo/)

    (9) https://www.oxfam.org.br/

    (10) https://www.fao.org/in-action/voices-of-the-hungry/fies/en/

    (Fonte: https://www.poder360.com.br/opiniao/o-dilema-da-fome-e-o-populismo-diplomatico-de-lula/)

  30. Miguel José Teixeira

    O governico de lula, janja & a$$ociados é mesmo uma cascata! Ou não?

    . . .”Residência de campo do presidente da República foi reformada e imagens agora são publicadas pela 1ª vez; construção lembra cascata de Collor na Casa da Dinda.”. . .

    “Lula e Janja mostram nova cascata artificial na Granja do Torto”
    (Mariana Haubert, Poder360, 25/11/24)

    No momento em que o governo está para divulgar o pacote de corte de gastos públicos, possivelmente da ordem de R$ 70 bilhões, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a primeira-dama Janja Lula da Silva mostraram pela 1ª vez parte do resultado de uma reforma na Granja do Torto. Há uma cascata artificial que irriga um vinco que forma um caminho até um pequeno lago. No local, foram colocadas carpas coloridas que nadam em água cristalina com seixos no fundo.
    . . .
    O Poder360 perguntou também quanto foi gasto com a obra na Granja do Torto. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.
    . . .
    Veja imagens da “nossa” cascata em:
    https://www.poder360.com.br/poder-governo/lula-e-janja-mostram-nova-cascata-artificial-na-granja-do-torto/

  31. Miguel José Teixeira

    Malddad acabará cortando o corte!

    “Governo enrola e ‘reduz’ déficit com mais imposto”
    )coluna CH, DP, 26/11/24)

    O ministro Fernando Haddad (Fazenda) deixou a imprensa amiga saber que sua proposta de corte de gastos públicos será sobretudo em torno dos “gastos tributários” do governo Lula. Ou seja, serão cortadas principalmente as isenções tributárias a algumas empresa ou setores da economia. Na prática, o tal “corte” do ministro já conhecido como “Malddad” será outra forma de o petista cobrar ainda mais impostos.

    Olho grande
    Os tais “gastos tributários” representam mais de R$150 bilhões segundo estimativas avaliadas no Ministério da Fazenda.

    Acredite vendo
    Haddad diz, há semanas, que vai revisar benefícios de militares, do Congresso, supersalários e também contas da Previdência.

    Prorrogação suspeita
    Apesar das manchetes e intenções anunciadas, o plano oficial de cortes de Haddad foi adiado duas vezes e ainda não foi apresentado.

    (Fonte: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/stf-obriga-camara-a-alterar-numero-de-deputados-e-gera-crise-politica)

  32. Miguel José Teixeira

    Sob o império da toga!

    “STF obriga Câmara a alterar número de deputados e gera crise política”
    (Cláudio Humberto, Coluna CH, DP, 26/11/24)

    Ganhando quatro vagas, Santa Catarina é dos Estados beneficiados pelo projeto que altera as bancadas de deputados federais. A Câmara vê com desconfiança o fato de serem catarinenses o autor do proposta, Rafael Pezenti (MDB), e Caroline de Toni (PL), presidente da Comissão de Constituição e Justiça, que pautou o texto para esta terça (26). Mas foi o STF que fixou prazo para o Congresso se “adequar” ao último censo, sob pena de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) legislar de novo.
    . . .
    (+em: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/stf-obriga-camara-a-alterar-numero-de-deputados-e-gera-crise-politica)

    Só pra lamentar. . .
    Enquanto os parlamentares dormem e/ou viaJANJAm, a toga age!

  33. Miguel José Teixeira

    Sob à toga, o Estado é laico desde que “se-respeite-se” símbolos religiosos, preferencialmente católicos!

    “O STF formou maioria para permitir símbolos religiosos em prédios públicos da União, como crucifixos e imagens de santos. No caso, a corte discute um recurso do Ministério Público Federal contra a presença desses ícones com o argumento de que o Estado é laico.”
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2024/11/supremo-forma-maioria-para-permitir-simbolos-religiosos-em-predios-publicos.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb)

  34. Miguel José Teixeira

    “Carne e frango”
    (Camila Mattoso, Brasília Hoje, FSP, 25/11/24)

    Carlos Fávaro, ministro da Agricultura, afirmou em entrevista à Folha que, além de os produtores de carne bovina paralisarem a venda de carne no Carrefour no Brasil, produtores de frango seguem o mesmo caminho (*).

    O grupo francês anunciou na última quarta (20) o boicote às carnes do Mercosul em resposta a pressões de sindicatos de agricultores locais, que buscam se proteger contra a concorrência internacional.

    “Eles tocaram em algo que é sagrado, que é a qualidade sanitária de nossas carnes. Isso não admitimos”, afirmou o ministro. O Carrefour também disse que a medida se alinha a preocupações ambientais e normas mais rigorosas da Europa.

    A postura do grupo francês é mais uma oposição ao acordo entre União Europeia e Mercosul, negociado há décadas. A França é um dos países mais resistentes. Mas a diretoria da empresa no Brasil disse à pasta de Fávaro ter sido surpreendida pela posição da matriz.

    Saiba mais sobre o tema em três links:

    A surpresa da filial
    “Carrefour Brasil disse ao governo que foi surpreendido com posição da matriz na França”
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2024/11/carrefour-brasil-disse-ao-governo-que-foi-surpreendido-com-posicao-da-matriz-na-franca.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb)

    A crítica de Lira
    “Lira critica decisão do Carrefour e diz que Brasil tem que dar ‘resposta clara'”
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2024/11/lira-critica-decisao-do-carrefour-e-diz-que-brasil-tem-que-dar-resposta-clara.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb)

    O apoio do Parlamento Europeu
    “Há apoio no Parlamento Europeu para acordo com Mercosul, diz vice-presidente do órgão”
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2024/11/ha-apoio-no-parlamento-europeu-para-acordo-com-mercosul-diz-vice-presidente-do-orgao.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb)

    (*) “Ministro diz que embargo ao Carrefour no Brasil inclui frango”
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2024/11/ministro-diz-que-embargo-ao-carrefour-no-brasil-inclui-frango-nao-vamos-admitir-que-questionem-nossa-carne.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb)

    (Texto recebido pelo correio eletrônico)

  35. Miguel José Teixeira

    Alô, Malddad! Olho no lance!!!

    . . .” Valor é de janeiro a agosto de 2024, com desconto no pagamento ao INSS; “Record” (R$ 39,7 mi) e “Folha-UOL” (R$ 39,3 mi) ocupam 2ª e 3ª posições entre os mais beneficiados.”. . .

    “Globo” teve R$ 173,3 milhões de desoneração e lidera na mídia”
    (Poder360, 25/11/24)

    Os empreendimentos de mídia, jornalismo e editoração deixaram de pagar pelo menos R$ 484,8 milhões ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), que é o sistema de Previdência Social dos trabalhadores da iniciativa privada. O restante da sociedade e todos os pagadores de impostos bancaram essa isenção fiscal –que vai terminar gradualmente até 2027.

    As empresas do Grupo Globo deixaram de pagar R$ 173,3 milhões ao INSS de janeiro a agosto de 2024 –o equivalente a 35,74% de todas as isenções fiscais dessa natureza para empresas de mídia neste ano.
    . . .
    (+em: https://www.poder360.com.br/poder-midia/globo-teve-r-1733-milhoes-de-desoneracao-e-lidera-na-midia/)

    O já escreveu um sábio:
    “Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade.”

  36. Miguel José Teixeira

    “. . .Matéria do jornal americano aponta críticas a decisões e superpoderes do Supremo. O Antagonista passa a limpo a história recente do país à luz da reportagem.”. . .

    “Os acertos e omissões do New York Times sobre STF, Lava Jato e fake news” (1/6)
    (Felipe Moura Brasil, O Antagonista, 25/11/24)

    O jornal americano The New York Times publicou neste domingo, 24, matéria de uma página (1) sobre o desmonte da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal.

    Intitulada “Um caso de corrupção que se espalhou pela América Latina está sendo desfeito”, a reportagem assinada pelo correspondente Jack Nicas, com colaboração de Paulo Motoryn, tem o seguinte subtítulo:

    “A Operação Lava Jato, que começou no Brasil, revelou um esquema de propina que abrangeu pelo menos 12 países. O Supremo Tribunal Federal do Brasil reverteu grande parte do seu impacto.”

    O Antagonista analisa abaixo os acertos, imprecisões e omissões do jornal americano.

    Eis o trecho de abertura:

    “Uma das maiores ações anticorrupção da história recente está sendo silenciosamente eliminada.

    O STF do Brasil está rejeitando evidências importantes, anulando condenações importantes e suspendendo bilhões de dólares em multas em uma série histórica de casos de suborno, argumentando que investigadores, promotores e juízes tendenciosos violaram as leis em sua busca voraz por justiça.

    Em decisões tomadas no ano passado — a maioria resultante de ações judiciais movidas por pessoas que alegam ter sido tratadas injustamente — o tribunal anulou casos nos quais políticos e executivos de empresas de alto escalão se declararam culpados.

    As decisões agora estão se espalhando pela América Latina, levando à anulação de pelo menos 115 condenações no Brasil, de acordo com grupos anticorrupção. As reversões também estão lançando dúvidas sobre muitos outros casos no Panamá, Equador, Peru e Argentina, incluindo as condenações de vários ex-presidentes.

    Tudo isso equivale a um amplo desvendamento da Operação Lava Jato, uma investigação abrangente que, começando há uma década, descobriu um vasto esquema de corrupção abrangendo pelo menos 12 países. Os investigadores descobriram que corporações pagaram bilhões de dólares em propinas a funcionários do governo em troca de projetos públicos.

    As descobertas viraram de cabeça para baixo o cenário político da América Latina, fechando negócios multinacionais e levando a bilhões de dólares em multas e centenas de condenações. Alguns dos políticos e executivos mais proeminentes da região foram enviados para a prisão, incluindo o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva.

    Sua ruína é agora uma conclusão sombria para uma investigação que já foi vista como uma mudança radical na América Latina, prometendo erradicar a corrupção sistêmica que havia apodrecido os alicerces dos governos.

    O público comemorou as condenações como um novo amanhecer para a região. Uma década depois, o Brasil e outras nações têm pouco a mostrar. Para alguns, a reversão é outro exemplo da impunidade que aqueles no poder desfrutam há muito tempo.”

    (1) https://www.nytimes.com/2024/11/24/world/americas/brazil-corruption-operation-car-wash-convictions.html

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/analise/os-acertos-e-omissoes-do-new-york-times-sobre-stf-lava-jato-e-fake-news/)

    (Segue abaixo a parte 2)

  37. Miguel José Teixeira

    “. . .Matéria do jornal americano aponta críticas a decisões e superpoderes do Supremo. O Antagonista passa a limpo a história recente do país à luz da reportagem.”. . .

    “Os acertos e omissões do New York Times sobre STF, Lava Jato e fake news” (2/6)
    (Felipe Moura Brasil, O Antagonista, 25/11/24)
    . . .
    As narrativas do sistema e suas refutações
    O New York Times não faz análise específica e minuciosa sobre os pontos explorados pelo STF contra a força-tarefa anticorrupção (como fiz, por exemplo, nos artigos “Lava Jato x Vaza Jato”, de 17/2/2022; “A história da fake news contra a Transparência Internacional”, de 16/2/2024; e “Cai o tráfico, fica a influência”, (2) de 14/3/2024), apenas repercute narrativas genéricas dos alvos e de seus protetores na Corte, como a da coordenação de juiz e promotores “contra réus”, emprego de “táticas agressivas para forçar confissões” e ordenação de “grampos ilegais”.

    Em relação a essas três narrativas não detalhadas, o jornal não informa, tampouco:

    – que, para livrar o petista José Dirceu de condenações, o ministro Gilmar Mendes, do STF, usou premissas falsas baseadas em conteúdo não autenticado de mensagens roubadas, (3) acusando “conúbio” do então juiz Sergio Moro com procuradores do Ministério Público Federal no caso da denúncia do MPF contra a filha de Dirceu que, na verdade, foi rejeitada em primeira instância por Moro;

    – que “táticas agressivas para forçar confissões”, na verdade, é como uma ala do STF passou a chamar nada mais que colaborações premiadas fechadas com alvos que estavam presos, o que corresponde a menos de 20% dos casos na Lava Jato, mas a 100% das recentes colaborações premiadas homologadas pelo próprio STF em outros casos, como o do miliciano Ronnie Lessa, assassino da vereadora do PSOL Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes; e de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do então presidente Jair Bolsonaro (aliás, o simples fato de que a colaboração de Lessa levou a políticos agora enquadrados como mandantes dos crimes mostra a importância da aplicação do instituto inclusive para alvos presos, apesar das narrativas de conveniência e ocasião, usadas para blindar aliados delatados);

    – que o ministro Dias Toffoli, do STF, requentou a narrativa da existência de “grampos ilegais” na cela do doleiro Alberto Youssef, sem que haja qualquer evidência de envolvimento de membros da Lava Jato; muito pelo contrário: MPF não constatou crimes após sindicância que investigou cinco delegados e um agente da Polícia Federal e pediu arquivamento, deferido pelo juízo da Vara Federal. Que, ademais, o caso mais controverso envolvendo escuta telefônica feita sob autorização judicial não dizia respeito à legalidade ou não da escuta em telefones ligados ao então investigado Lula, mas à retirada de sigilo de um diálogo dele com a então presidente Dilma Rousseff, ocorrido após o momento da ordem de desligamento, mas captado antes da ação correspondente de interrupção (diálogo este que evidenciou a trama para evitar eventual prisão com exibição do termo de posse de Lula como ministro e, portanto, foro privilegiado no STF).

    (2) https://crusoe.com.br/edicoes/302/a-historia-da-fake-news-contra-a-transparencia-internacional/
    (3) https://oantagonista.com.br/analise/gilmar-mendes-usou-premissas-falsas-para-livrar-jose-dirceu/

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/analise/os-acertos-e-omissoes-do-new-york-times-sobre-stf-lava-jato-e-fake-news/)

    (Segue abaixo a parte 3)

  38. Miguel José Teixeira

    “. . .Matéria do jornal americano aponta críticas a decisões e superpoderes do Supremo. O Antagonista passa a limpo a história recente do país à luz da reportagem.”. . .

    “Os acertos e omissões do New York Times sobre STF, Lava Jato e fake news” (3/6)
    (Felipe Moura Brasil, O Antagonista, 25/11/24)
    . . .
    A participação de Bolsonaro
    Dito isso, O Antagonista traduz outros trechos da matéria do New York Times sobre o desmonte, a começar pela participação de Jair Bolsonaro na frente ampla pela impunidade.

    “Em 2018, um parlamentar de extrema-direita chamado Jair Bolsonaro usou uma mensagem anticorrupção para aproveitar o ímpeto da Operação Lava Jato para chegar à presidência do Brasil. Mas sua administração também foi manchada por escândalos de corrupção, e ele finalmente acabou com a Lava Jato quando novas investigações começaram a investigar sua família. Na semana passada, as autoridades brasileiras recomendaram acusações contra ele por planejar um golpe depois que ele perdeu a presidência em 2022.”

    O caso Toffoli
    O jornal americano continua:

    “A maioria das decisões para reverter a Operação Lava Jato foi emitida por um único ministro do Supremo Tribunal Federal, José Antonio Dias Toffoli. Em uma entrevista, o ministro Toffoli disse que suas decisões foram baseadas em decisões anteriores de seus colegas do STF de que investigadores, promotores e juízes da Lava Jato haviam conspirado ilegalmente, invalidando as evidências coletadas. Ele disse que havia apenas estendido essa decisão a outros casos.

    (…) Alguns críticos, no entanto, acreditam que o juiz Toffoli não deveria decidir os casos.

    Antes de ingressar na Suprema Corte, ele trabalhou como advogado do partido político do Sr. Lula e, mais tarde, como conselheiro do Sr. Lula como presidente. Em 2009, o Sr. Lula o indicou para a mais alta Corte do país. O Sr. Lula e seu partido foram alvos centrais da investigação da Lava Jato.

    O juiz também já foi ligado à investigação que agora está desmantelando.

    Em 2019, Marcelo Odebrecht, presidente-executivo da Odebrecht, gigante brasileira da construção civil, citou o juiz Toffoli em depoimento à polícia sobre o esquema de corrupção da empresa, sugerindo que o juiz pode ter desempenhado um papel, de acordo com relatos da imprensa local.”

    A menção à censura da Crusoé
    Curiosamente, o New York Times inseriu nas palavras “relatos da imprensa local” um link para matéria da Folha de S. Paulo sobre o codinome de Toffoli na Odebrecht – “amigo do amigo do meu pai” – revelado, na verdade, pela revista Crusoé, publicação semanal do portal O Antagonista, em 11 de abril de 2019, como a própria Folha havia explicado: “O episódio foi noticiado nesta quinta-feira (11) pela revista Crusoé.”

    Mais adiante, porém, o New York Times cita a censura (e reafirma a veracidade) da reportagem original da revista, ordenada pelo relator Alexandre de Moraes em inquérito aberto de ofício por Toffoli (por meio de portaria e não por pedido da Procuradoria-Geral da República, como era praxe):

    “Após relatos que o ligavam ao esquema, o juiz Toffoli tomou uma atitude bastante incomum ao conceder à Suprema Corte autoridade para abrir sua própria investigação sobre ataques contra o próprio tribunal.

    Ele chamou a investigação de Inquérito das Fake News e, em um de seus primeiros atos, um colega juiz ordenou que uma revista censurasse um artigo que ligava o juiz Toffoli à Lava Jato. (A revista conseguiu republicá-lo mais tarde, depois de mostrar que o artigo era factual.)”

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/analise/os-acertos-e-omissoes-do-new-york-times-sobre-stf-lava-jato-e-fake-news/)

    (Segue abaixo a parte 4)

  39. Miguel José Teixeira

    “. . .Matéria do jornal americano aponta críticas a decisões e superpoderes do Supremo. O Antagonista passa a limpo a história recente do país à luz da reportagem.”. . .

    “Os acertos e omissões do New York Times sobre STF, Lava Jato e fake news” (4/6)
    (Felipe Moura Brasil, O Antagonista, 25/11/24)
    . . .
    A verdadeira história do inquérito das fake news
    No trecho acima, o New York Times informa sutilmente o que a imprensa brasileira vem omitindo de modo sistemático: que Toffoli abriu o inquérito das fake news não após ataques virtuais bolsonaristas, mas após ficar acuado com informações reveladas pela Lava Jato.

    A rigor, o jornal americano pulou algumas delas.

    O Antagonista havia publicado um mês antes, em 9 de março de 2019, um texto do procurador Diogo Castor de Mattos, (4) então membro da força-tarefa, no qual ele denunciava como “o mais novo golpe à Lava Jato” a articulação do STF para transformar propina em caixa 2.

    Relembro o trecho principal do alerta de impunidade, que antecipou exatamente o que viria a acontecer (e que renderia, somente 5 anos depois, matéria do New York Times e editoriais críticos da Folha):

    “Agora, como no Brasil todo político corrupto pede propina a pretexto de uso em campanhas políticas, se o entendimento da turma do abafa sobressair, praticamente todas as investigações da Lava Jato sairiam da Justiça Federal e iriam para Justiça Eleitoral, isto incluindo complexas apurações de crimes de lavagem de dinheiro transnacional, corrupção e pertencimento à organização criminosa, que exigem minuciosas técnicas de investigação e são atualmente processados nas Varas especializadas da Justiça Federal. Logo, praticamente não haveria mais competência das Varas Especializadas da Justiça Federal, que poderiam inclusive fechar as portas. Seria o fim da Lava Jato.

    Esse entendimento pouco razoável começou a ser costurado na 2ª Turma do STF desde o começo do 2018, com o envio à Justiça Eleitoral de diversos depoimentos relacionados à colaboração premiada da Odebrecht em que se afirmava que o dinheiro sujo foi solicitado e pago a pretexto de ser usado em campanha política.

    Entre os casos declinados, estava o INQ 4428, do ex-senador José Serra (PSDB-SP), em que ele é suspeito de receber nada menos que R$ 10 milhões como propina pelo favorecimento da Odebrecht nas obras do Rodoanel em São Paulo. Como o político teria afirmado que o dinheiro ia para campanha à presidência de 2010, o caso atualmente repousa tranquilo na Justiça Eleitoral, que é o sonho de todo político corrupto.”

    Detalhe: Crusoé publicaria em 4/9/2020 matéria sobre a intimidade de Gilmar Mendes e José Serra, (5) exposta em e-mails descobertos pela Lava Jato, mostrando a dobradinha de Toffoli e Gilmar para blindar o ex-senador.

    Castor de Mattos continuou:

    “A Justiça Eleitoral não possui quadro próprio de juízes e promotores, mas sim membros de primeira instância transitórios (os julgadores e membros do Ministério Público têm mandato de dois anos) e a composição dos Tribunais eleitorais é feita por magistrados 100% provenientes de indicações políticas. Não tem estrutura e nem especialização para investigar crimes de colarinho branco. Historicamente, não condena ou manda ninguém para prisão.

    A Operação Lava Jato trouxe importantes avanços na efetividade da Justiça Criminal no país. Mas é utópico imaginar que a credibilidade adquirida ao longo dos anos faz uma blindagem contra ataques covardes engendrados nas sombras. Fiquemos atentos.”

    Quatro dias depois, em 13 de março de 2019, Toffoli anunciou pedido ao Conselho Nacional do Ministério Público (6) de “uma investigação sobre as críticas do procurador da República Diogo Castor, que integra a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, aos ministros do STF e à atuação da Justiça Eleitoral no combate a casos de corrupção”, como noticiou o UOL.

    “Em artigo publicado no site O Antagonista, Castor afirma que ‘vem sendo ensaiado na Segunda Turma do STF o mais novo golpe à Lava Jato’ e menciona a possibilidade de ‘ataques covardes engendrados nas sombras’.”

    O que Toffoli fez foi tentar transformar a descrição crítica das capacidades da Justiça Eleitoral e das articulações do STF – incluindo os efeitos que o tempo confirmaria – em calúnia, difamação, injúria e outros potenciais ataques:

    “Críticas no debate jurídico, críticas a respeito do posicionamento técnico jurídico, isso é necessário, isso faz parte da dialética, por isso que os tribunais são feitos de maneira colegiada. Agora, a calúnia, a difamação, a injúria não serão admitidos. As discussões aqui são de natureza técnica-processual e temos que repudiar coletivamente e unanimemente os ataques ao Poder Judiciário Eleitoral de nosso país”, afirmou o ministro na ocasião, dando início a um longo período em que a liberdade de expressão e crítica sobre elementos comprometedores envolvendo os tribunais superiores são tratados como antidemocráticos.

    No dia seguinte, 14 de março de 2019, Alexandre de Moraes virou relator do inquérito:

    “O presidente do STF, ministro Dias Toffoli, anunciou nesta quinta-feira (14/3) a abertura de inquérito para apurar a existência de crime na divulgação de notícias fraudulentas e declarações difamatórias aos ministros. O inquérito será presidido pelo ministro Alexandre de Moraes e correrá sob sigilo.

    A abertura foi anunciada depois que o ministro tomou conhecimento de ofensas do procurador da República Diogo Castor de Mattos, integrante da Lava Jato, à Justiça Eleitoral”, registrou também o UOL (7).

    Em 15 de março de 2019, Carolina Brígido (8) acrescentou no Globo que, “entre os alvos”, além de Castor de Mattos, “estão procuradores da Lava Jato que postaram vídeos na internet conclamando a população a tomar partido no julgamento de hoje, como Deltan Dallagnol”.

    “Também será investigada a ação da Receita Federal, que recentemente incluiu o ministro Gilmar Mendes, sua mulher, a advogada Guiomar, e a mulher de Toffoli, a advogada Roberta Rangel, em uma lista de movimentações financeiras suspeitas, para serem averiguadas.”

    Moraes, depois, blindou os colegas, suspendendo a apuração da Receita e dois auditores fiscais.

    A notícia ainda trazia um bastidor: o inquérito “já provocou reações contrárias até mesmo entre alguns ministros da Corte. Um deles disse em caráter reservado que é uma forma de acuar os procuradores da Lava Jato, por terem ressaltado a importância do julgamento de hoje. Ao anunciar a abertura do inquérito, Toffoli disse que consultou os colegas. Mas nem todos dizem que foram previamente consultados.”

    Um mês depois, em 15 de abril, como vimos, Moraes usou o inquérito para censurar Crusoé por expor a verdade sobre o codinome de Toffoli e só revogou a ordem após o então decano Celso de Mello emitir nota contra censura.

    (4) https://oantagonista.com.br/brasil/procurador-da-lava-jato-denuncia-o-mais-novo-golpe-stf/
    (5) https://crusoe.com.br/edicoes/123/intimidade-indesejada/
    (6) https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2019/03/13/toffoli-pede-investigacao-contra-criticas-de-procurador-da-lava-jato.htm
    (7) https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2019/03/14/toffoli-abre-inquerito-para-investigar-noticias-falsas-contra-o-stf.htm
    (8) https://oglobo.globo.com/politica/inquerito-aberto-por-toffoli-vai-investigar-deltan-dallagnol-auditores-da-receita-23523423?versao=amp

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/analise/os-acertos-e-omissoes-do-new-york-times-sobre-stf-lava-jato-e-fake-news/)

    (Segue abaixo a parte 5)

  40. Miguel José Teixeira

    “. . .Matéria do jornal americano aponta críticas a decisões e superpoderes do Supremo. O Antagonista passa a limpo a história recente do país à luz da reportagem.”. . .

    “Os acertos e omissões do New York Times sobre STF, Lava Jato e fake news” (5/6)
    (Felipe Moura Brasil, O Antagonista, 25/11/24)
    . . .
    Depois disso, eis um breve resumo:

    – Em 16 de agosto de 2019, Crusoé publicou matéria de capa “Todo o poder a Toffoli”, mostrando que ele e Bolsonaro, “cada vez mais próximos”, “costuram movimentos que apontam para um acordão a partir do qual a Lava Jato e outras investigações devem ser as maiores prejudicadas”.

    – Em 6 de novembro de 2019, Crusoé publicou a matéria de capa sobre o “acordo de engajamento” entre Bolsonaro e Toffoli.

    – Em 7 de novembro de 2019, STF proibiu prisão após condenação em segunda instância, derrubando sua jurisprudência com mudança de voto de Gilmar Mendes.

    – Em 8 de novembro de 2019, Lula saiu da prisão graças a essa decisão.

    – Em 24 de abril de 2020, Sergio Moro deixou o governo Bolsonaro apontando interferência do então presidente na PF.

    – Somente em 28 de maio de 2020, Moraes determinou operação contra alvos bolsonaristas (9) considerados suspeitos de disseminar notícias falsas, entre os quais empresários e blogueiros, além do ex-deputado federal Roberto Jefferson, então presidente nacional do PTB.

    O inquérito das fake news, portanto, nasceu para destruir a Lava Jato, censurar a imprensa, e retaliar a Receita Federal, blindando ministros do STF contra investigações e informações potencialmente comprometedoras; enquanto que o reacionarismo aloprado de bolsonaristas serviu como cortina de fumaça ideal (10), ajudando a encobrir o que estava realmente em jogo.

    A retaliação à Transparência Internacional
    Dito isso, voltemos ao New York Times:

    “Essa investigação deu lugar a uma Suprema Corte muito mais poderosa e combativa.

    O juiz Toffoli permaneceu resistente a críticas. Este ano, ele abriu uma investigação criminal sobre a Transparência Internacional, um órgão anticorrupção sediado em Berlim, após ela ter criticado suas ações para reverter as decisões da Lava Jato.

    Ele disse aos investigadores para investigarem as acusações de que o grupo desviou fundos públicos durante a investigação da Lava Jato.

    A Transparência Internacional negou as acusações. No mês passado, o principal procurador federal do Brasil pediu ao Supremo Tribunal que arquivasse a investigação, citando nenhuma evidência de irregularidade. Bruno Brandão, diretor da TI no Brasil, disse em uma entrevista que as decisões do Juiz Toffoli tinham ‘aberto as comportas para a impunidade’.”

    Eu, Felipe, detalhei tudo isso na matéria de capa da Crusoé “A história da fake news contra a Transparência Internacional” (11) e na análise posterior “Crusoé antecipou em 8 meses base de decisão do PGR sobre Transparência Internacional” (12).

    Das condenações às anulações
    O New York Times prossegue, com um resumo dos acontecimentos políticos e judiciais à luz da Lava Jato:

    “A Operação Lava Jato começou em 2014, quando a polícia federal do Brasil desmantelou uma operação de lavagem de dinheiro em um lava-jato na capital do país. Depois de alguma investigação, eles perceberam que tinham tropeçado em algo muito, muito maior.

    Com o tempo, os investigadores descobriram que algumas das maiores empresas do Brasil — incluindo um grupo por trás da gigante da carne bovina JBS, a estatal Petrobras e a Odebrecht — estavam subornando autoridades no poder na América Latina e na África em troca de contratos governamentais lucrativos. O esquema envolveu pelo menos US$ 3 bilhões em propinas, muitas das quais foram lavadas por meio de esquemas como a lavagem de carros.

    Isso levou a centenas de condenações, incluindo a do Sr. Lula, então ex-presidente. Ele foi sentenciado a 12 anos de prisão em 2017 por aceitar reformas residenciais de construtoras em troca de favores. O Sr. Lula nega as acusações há muito tempo.

    Com o Sr. Lula preso e inelegível para concorrer, o Sr. Bolsonaro venceu facilmente a eleição presidencial de 2018.”

    A rigor, houve primeiro turno com vários outros candidatos, seguido de segundo turno com Fernando Haddad, do PT. A condenação de Lula em primeira instância ocorreu 15 meses antes da eleição, quando a candidatura de Bolsonaro era ridicularizada por colunistas da imprensa.

    “Cerca de um ano depois, a Operação Lava Jato começou a desmoronar.

    O Sr. Lula foi solto em 2019 após cumprir 19 meses de prisão, quando o Supremo Tribunal Federal decidiu que ele havia sido preso prematuramente.”

    A rigor, como vimos, Lula foi solto quando o STF derrubou a prisão em segunda instância, abrindo as portas da cadeia para todos os presos nesta etapa do processo.

    “Menos de dois anos depois, o tribunal anulou suas condenações, decidindo que o juiz federal que supervisionou a Operação Lava Jato, Sergio Moro, havia sido tendencioso.”

    O placar no STF foi de 7 votos a 4. Dos sete votos para validar a suspeição de Moro, 3 foram de indicados pelo próprio Lula ao STF: Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia; um de Rosa Weber (indicada pela petista Dilma Rousseff); um de Gilmar (que passou a ser chamado no PT de “nosso aliado”, depois que a Lava Jato atingiu o PSDB); um de Alexandre de Moraes (indicado por Michel Temer, também atingido pela Lava Jato); um de Kássio Nunes Marques (indicado por Bolsonaro, cujo filho Flávio foi atingido por desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro). Os votos contrários foram de Luiz Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Luiz Fux e Marco Aurélio Mello.

    No trecho seguinte, o New York Times cita a Vaza Jato e inclui uma declaração de um dos editores responsáveis pela publicação de ilações sobre conteúdo não autenticado de mensagens roubadas, sem informar que, depois, ele conseguiu uma boquinha na TV Lula, durante o governo do petista.

    (9) https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/573480/noticia.html?sequence=1&isAllowed=y
    (10) https://noticias.uol.com.br/colunas/felipe-moura-brasil/2021/08/10/jair-bolsonaro-e-a-cortina-de-fumaca-do-sistema.htm
    (11) https://crusoe.com.br/edicoes/302/a-historia-da-fake-news-contra-a-transparencia-internacional/
    (12) https://oantagonista.com.br/analise/crusoe-antecipou-em-8-meses-base-de-decisao-do-pgr-sobre-transparencia-internacional/

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/analise/os-acertos-e-omissoes-do-new-york-times-sobre-stf-lava-jato-e-fake-news/)

    (Segue abaixo a parte 6)

  41. Miguel José Teixeira

    “. . .Matéria do jornal americano aponta críticas a decisões e superpoderes do Supremo. O Antagonista passa a limpo a história recente do país à luz da reportagem.”. . .

    “Os acertos e omissões do New York Times sobre STF, Lava Jato e fake news” (6/6)
    (Felipe Moura Brasil, O Antagonista, 25/11/24)
    . . .
    A aceleração da impunidade
    Em seguida, a matéria registra:

    “O Sr. Moro, agora senador, negou qualquer parcialidade ou ilegalidade, observando que suas decisões foram posteriormente apoiadas por outros juízes, inclusive no STF. ‘Minha consciência está limpa’, disse ele.

    Livrado das acusações, Lula pôde concorrer à presidência novamente e, em 2022, derrotou Bolsonaro.

    Desde então, as reversões se aceleraram. Em 2023, o STF decidiu que outros casos, além do do Sr. Lula, foram manchados pela conduta ilegal de investigadores, promotores e juízes.

    Desde então, o juiz Toffoli usou essa decisão como base para uma série de decisões abrangentes com implicações generalizadas.

    Em setembro de 2023, ele aceitou uma moção de advogados representando ex-executivos da Odebrecht e descartou evidências do acordo de confissão de culpa da empresa. Ele também suspendeu uma multa de US$ 2,5 bilhões contra a empresa e tentou rejeitar todas as decisões criminais contra o Sr. Odebrecht, o ex-presidente-executivo, mas a decisão foi anulada por colegas da Suprema Corte.

    As decisões sobre a Odebrecht tiveram um efeito dominó, lançando dúvidas sobre as condenações de políticos e executivos em toda a América Latina. Advogados em outros países agora poderiam usar as decisões do juiz Toffoli para tentar desfazer condenações de alto perfil, como a do ex-presidente do Peru Alejandro Toledo, que foi condenado no mês passado a 20 anos de prisão por aceitar propinas de executivos da Odebrecht.

    O juiz Toffoli também suspendeu uma multa de US$ 3,2 bilhões contra a empresa controladora da JBS. (Os críticos notaram que a esposa do juiz Toffoli trabalhou como advogada da empresa em casos separados.)”

    Análise final
    Aparentemente, o New York Times notou que o Brasil exporta impunidade e cerceia liberdades de expressão e crítica, com base em decisões de ministros criticados por abusos judiciais e conexões com investigados por corrupção.

    No contraste com a maioria de emissoras brasileiras de TV e rádio, já é muita coisa.

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/analise/os-acertos-e-omissoes-do-new-york-times-sobre-stf-lava-jato-e-fake-news/)

  42. Miguel José Teixeira

    A salutar alternância do poder!

    No Uruguai, sai a centro-direita, entra a centro-esquerda.
    . . .
    “Es el voto que el alma pronuncia
    Y que heroicos sabremos cumplir”
    . . .

    Por aqui, insistimos em reeleger!

  43. Miguel José Teixeira

    Uai, sô! Um hebdomadário diário?

    “Um semanal diário”
    O diretor do semanário mineiro O Debate, Osvaldo Nobre, encontrou casualmente em Belo Horizonte o deputado José Maria Alkimin.
    A velha raposa política não perderia a chance de fazer média:
    – “Excelente o seu jornal. Leio-o todos os dias.”
    Nobre observou, com ar irônico:
    – “Mas o jornal é semanal, deputado”.
    Rápido no gatilho, Alkimin insistiu:
    – “Para você, que o faz uma vez por semana, porque, para mim, que o leio todos os dias, é diário mesmo!”
    (Poder sem pudor, Coluna CH, DP, 25/11/24)

  44. Miguel José Teixeira

    Pensando bem…
    (Coluna CH, DP, 25/11/24)

    …só o fundão eleitoral resolveria boa parte da meta de cortes do governo.

    Matutando bem…
    (Matutildo, aqui e agora)

    Macaco velho não põe a mão na cumbuca!

  45. Miguel José Teixeira

    E quanto será que foi desviado aqui na PeTezuela, desde que a corrupção foi descriminada?

    “Pandemia de fraude”
    Segundo o perfil oficial do Departamento de Eficiência no ‘X’, US$200 bilhões (R$1,6 trilhão) do auxílio do governo americano na pandemia foram desviados em fraudes.
    (Coluna CH, DP, 25/11/24)

  46. Miguel José Teixeira

    2025: o ano da toga de ouro ou o ano de ouro da toga?

    “Julgamento do ‘golpe’ deve ser transmissão do ano”
    Sem Copa do Mundo nem eleições ano que vem, os canais de televisão já preparam a grande cobertura televisiva e jornalística de 2025: a transmissão dos julgamentos no Supremo Tribunal Federal (STF) da maior parte dos 37 indiciados pela Polícia Federal esta semana pela suposta tentativa de golpe de estado, abolição violenta do Estado de Direito e organização criminosa. Mesmo que o indiciamento seja reduzido na Procuradoria-Geral da República, ao menos um acusado é considerado presença garantida do ‘show’ promovido pela TV Justiça.
    (Coluna CH, DP, 25/11/24)

    Periga ouvirmos:
    E a toga de ouro vai para. . .

  47. Miguel José Teixeira

    O doce sabor do “Capitalismo Selvagem”!”

    “Deputados de esquerda atacam Selic, insultam BC, mas investem milhões no mercado”
    (Cláudio Humberto, Coluna CH, DP, 25/11/24)

    Habituados a demonizar o capitalismo e a fazer inflamados discursos de ódio atacando o “mercado financeiro” e “banqueiros”, integrantes da bancada da esquerda na Câmara dos Deputados têm fortunas aplicadas no mercado financeiro que lhes garantem uma bela renda passiva: são R$22,9 milhões no total. Os valores foram obtidos no patrimônio que deputados do Psol, PCdoB, Rede, PV, PSB e PT declararam à Justiça Eleitoral. Só os “socialistas” do PSB somam R$17,1 milhões investidos.
    . . .
    (+em: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/deputados-de-esquerda-atacam-selic-insultam-bc-mas-investem-milhoes-no-mercado)

    “Homem primata
    Capitalismo selvagem
    Ô-ô-ô”
    . . .
    https://www.google.com/search?q=musica+homem+primata+capitalismo+selvagem&sca_esv=9752ad96db2cbf24&sxsrf=ADLYWIK3NU2KsQZuz6DZZjr9yi5nTIduaQ%3A1732526010887&source=hp&ei=uj9EZ4mKNOXG5OUPoPusmAo&iflsig=AL9hbdgAAAAAZ0RNyp98brLA8oQfGxvtLWZeLU3h5Rtc&ved=0ahUKEwiJz8OrkveJAxVlI7kGHaA9C6MQ4dUDCA4&uact=5&oq=musica+homem+primata+capitalismo+selvagem&gs_lp=Egdnd3Mtd2l6IiltdXNpY2EgaG9tZW0gcHJpbWF0YSBjYXBpdGFsaXNtbyBzZWx2YWdlbTIGEAAYFhgeMgYQABgWGB4yCBAAGIAEGKIEMggQABiABBiiBDIIEAAYgAQYogQyCBAAGIAEGKIESKRDUABY6UBwAHgAkAEAmAG0AaAB2zCqAQQwLjQxuAEDyAEA-AEBmAIpoAKSM8ICBBAjGCfCAgoQIxiABBgnGIoFwgIMECMYgAQYExgnGIoFwgIIEAAYgAQYsQPCAgsQABiABBixAxiDAcICDhAuGIAEGLEDGNEDGMcBwgILEC4YgAQYsQMYgwHCAgoQABiABBhDGIoFwgIFEAAYgATCAgsQLhiABBjHARivAcICCBAuGIAEGLEDwgITEC4YgAQYsQMYQxjHARiKBRivAcICBBAAGAPCAgUQLhiABMICBxAAGIAEGArCAhQQLhiABBiXBRjcBBjeBBjgBNgBAcICCBAAGBYYChgewgIIEC4YFhgKGB6YAwC6BgYIARABGBSSBwQwLjQxoAftuAI&sclient=gws-wiz#fpstate=ive&vld=cid:b89ac4af,vid:5OrdXHiO1Qo,st:0

  48. Miguel José Teixeira

    Matutando sobre a charge. . .

    Sob a ótica do meu Primo Quincas, lá do Baú:
    Pensando. . .morreu um burro!

    Sob a ótica dos “Manézinhos da Ilha”:
    Essa gente são fogo!

    1. Miguel José Teixeira

      “Haddad anuncia imposto mínimo”
      (Camila Mattoso, Brasília Hoje, FSP, 27/11/24)

      O governo Lula (PT) vai propor uma alíquota mínima de 10% no IR (Imposto de Renda) para quem ganha mais de R$ 50 mil por mês (1), o equivalente a R$ 600 mil por ano.

      A medida foi anunciada pelo ministro Fernando Haddad (Fazenda) em pronunciamento transmitido em cadeia nacional de rádio e TV na noite desta quarta (27).

      Contribuintes com rendas elevadas no Brasil costumam ter seus ganhos concentrados em rendimentos isentos, como lucros e dividendos. Por isso, embora a tabela do IRPF preveja cobranças nominais de até 27,5%, a alíquota efetiva é bem menor no topo —às vezes, abaixo de 2%.

      A instituição do imposto mínimo será enviada em projeto de lei junto com a ampliação da faixa de isenção para quem ganha até R$ 5.000 (2).

      Há expectativa no governo de que a proposta seja encaminhada ainda neste ano para ser debatido em 2025 e passar a valer em 2026.

      O pacote de corte de gastos causou nova turbulência no mercado financeiro nesta quarta, após a inclusão da isenção maior no IR.

      Nos bastidores, a equipe econômica tem buscado transmitir a mensagem de que o projeto que trata do IR “fecha a conta em si próprio” e que a mudança na isenção só será aprovada mediante as compensações propostas.

      As medidas do pacote vão gerar, segundo Haddad, economia de R$ 70 bilhões nos próximos dois anos.

      (1) “Governo Lula vai propor alíquota efetiva de até 10% sobre quem ganha mais de R$ 50 mil por mês”
      . . .
      A expectativa do governo é que a proposta seja encaminhada ao Congresso Nacional ainda neste ano para ser debatida ao longo de 2025 e valer em 2026.
      . . .
      (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2024/11/governo-lula-vai-propor-aliquota-minima-de-10-sobre-quem-ganha-mais-de-r-50-mil-por-mes.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb)

      (2) “Haddad sofre derrota antes mesmo de anúncio oficial de pacote de corte de gastos”
      . . .
      Haddad e Galípolo argumentaram que era melhor não fazer junto o anúncio, mas prevaleceu a avaliação política da necessidade de mostrar que todos teriam que dar uma cota de sacrifício no ajuste.
      . . .
      (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2024/11/haddad-sofre-derrota-antes-mesmo-de-anuncio-oficial-de-pacote-de-corte-de-gastos.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb)

      (Texto recebido pelo correio eletrônico)

      Só pra PenTelhar. . .
      MeuBomJe! Haja contorcionismos. . .

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