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QUASE QUATRO MESES DEPOIS DA POSSE, PRESSIONADO PELA REALIDADE, ACUADO PELA CRÍTICAS, ENFRAQUECIDO NA PROTEÇÃO POLÍTICA PELA PRÓPRIA BASE, O “DELEGADO PAULO” E O PRESIDENTE PL DE GASPAR RESOLVERAM SAIR DO CASULO E AGIR COMO PREFEITO E LIDERANÇA POLÍTICA

Devido a problemas familiares e deslocamentos, antecipo para esta quinta-feira o que prometi para amanhã, sexta-feira. Bom final de semana a todos.

Texto revisado, alterado e acrescentado às 17h22min deste 27.02.2025. As últimas três semanas, especialmente, a semana passada, não foram fáceis para o “novo” governo de Gaspar. O recado foi duro e fê-lo se mexer e na falta de resultados, armar vinganças como todos os seus anteriores fizeram e tentaram, sem sucesso. Ao final, como centraram em vinganças, espertezas e não exatamente resultados para a sociedade, a maioria dos políticos e gestores então foram derrotados nas urnas. E os seus críticos, sofrendo, e até punidos, continuaram de pé e até hoje.

Uma sucessão de fatos, todos desenhados antes da posse da tardia noite de primeiro de janeiro e levados de barriga por falta de estratégia, comunicação, transparência e ação do grupo liderado pelo “delegado prefeito” Paulo Norberto Koerich, PL, culminou com a explícita jogada orquestrada na surdina, exatamente por quem repudiava em público este tipo de jogada, na Câmara, para lançar o Vale Marmita aos vereadores. 

Para piorar, perderam a virgindade em público. No debate da má jogada contra a cidade e na tentativa de se livrar da ferida do mal armado Vale Marmita, os próprios apoiadores governo deixaram escapar – e está gravado – uma suposta rachadinha, no passado, entre eles para se dar uma vaga de suplente a vereador a um deles. É pracabá.

Outro fato marcante foi a desfiliação do ex-prefeito Adilson Luiz Schmitt do PL. Adilson, mostrou, desta vez, com serenidade, em várias entrevistas, que tomou esta iniciativa como último recurso diante da inércia do “novo” governo em mudar como prometeu no palanque eleitoral e ele acreditou, mas a insistência de menosprezá-lo, humilhá-lo e boicotá-lo, de propósito, tudo alimentado por vingança de terceiros que não conseguem curar a ferida de mais uma década. Paulo, “orientado” (e se não foi, é um dos que estão na vingança), ficou por quatro meses enrolando para recebê-lo no gabinete numa simples audiência pedida, por várias vezes.

Adiante. Outro fato a olhos vistos, e isto assustou, foi o espantoso esvaziadíssimo palanque oficial e à falta de prestígio dos próprios gasparenses no desfile – faltaram até bocas para comerem a cuca de 91 metros -, da fraca programação de emancipação dos 91 anos de emancipação de Gaspar. Estranhamente, menos de dez dias depois, Florianópolis liberta maquinário que não tinha para a visita, fogos e estardalhaço nas mídias sociais nas comemorações daqui e que foi tema central do meu comentário em O DESFILE E AS COMEMORAÇÕES DOS 91 DE EMANCIPAÇÃO DE GASPAR NA TERÇA-FEIRA RETRATAM O DESARRANJO DE UMA GESTÃO QUE VEIO PARA MUDAR. AGORA SÓ SÃO SINAIS FORTES. HÁ MAIS DE TRÊS ANOS PARA MUDAR O SENSO PARA RESULTADOS DESEJADOS RECENTEMENTE NAS URNAS

Isto sem falar que se esconde uma reforma administrativa. Só para pensá-la, estão gastando R$249 mil, sem licitação, em estudos. Ela deverá ampliar os gastos da prefeitura, que mesma que por seus políticos diz ´por aí estar quebrada. O discurso, a intenção e a realidade não batem. E escondê-las é o melhor caminho para o desgaste de quem disse que combateria à falta de transparência do governo anterior e por isso, foi eleito.

TRANSPARÊNCIA E RESULTADOS SUBSTITUÍDOS POR FOFOCAS

As coisas naquela semana já vinham se degringolando diante da série de entrevistas de compadrio, ou sem perguntas necessárias, dadas pelo “delegado prefeito” repetindo pela enésima vez, o que já se sabia – ou se presumia pelos discursos dele – bem antes da campanha eleitoral e por isso o candidato “delegado” surrou os seus adversários nas urnas.

O “delegado prefeito” Paulo Voltou com a ladainha ultrapassada: a de que recebeu uma prefeitura desorganizada, sem caixa e cheia de dúvidas, sem dizer por outro lado, o que de fato estava fazendo para reverter e em quanto tempo, em favor da cidade, cidadãos e cidadãs que acreditaram nele e no seu grupo político para esta reversão. Paulo foi eleito exatamente para isso, porque prometeu fazer isso e dar transparência à cidade.

Outro fato é começou prematuramente a surgir foram as primeiras defecções reconhecidas na cidade como técnicas e realizadoras no primeiro escalão do “novo” governo, e da forma mais controversa possível: a troca por curiosos e políticos, tudo como se fazia no passado que os eleitos no poder de plantão, quando candidatos, juraram não repetir-se no erro. Somam-se ainda os desvios de funções teimosamente mantidos aos próximos.

Normal essas trocas, mesmo assim tão cedo. O que não é normal? De que elas estão sendo motivadas – e há pressões para que não se toque neste assunto em público com os expurgados – por falta apoio administrativo dos nomeados, pressão de interesses políticos pequenos internos e principalmente, por fofocas, o motor da atual administração. Ela está sem controle a partir do próprio gabinete. Resumindo: tudo isso é bem a cara do bolsonarismo que agora, por esta prática do conflito permanente e submissão incondicional – vejam o caso Sérgio Moro -, paga caro, vai para o banco dos réus e pode estar fora da corrida eleitoral de 2026. 

A CORRIDA DE 2026 TIROU E A MUDANÇA DE HUMOR EM GASPAR TIROU TODOS DO CONFORTO MALANDRO

E se tudo isso fosse pouco, mas com possibilidade de correção, estamos diante de algo muito semelhante e mais antigo (2022) vindo do Centro Administrativo, em Florianópolis. Está em crescimento e estadualização a pré-candidatura a governador em 2026 do prefeito de Chapecó João Rodrigues, PSD, no lugar do padrinho político do “delegado prefeito” de Gaspar, Jorginho Melo, PL. Jorginho de uma hora para outra virou municipalista, mas que não conseguiu desde a eleição do “delegado prefeito” Paulo dizer o que vai fazer por Gaspar onde já morou com a família quando gerente da agência do falecido BESC. 

Como acrescentei em parágrafo acima, diante do que a cidade ficou de boca aberta após os comentários feitos aqui, ontem secretarias do governo do estado soltaram, a toque de caixa, algumas máquinas para a fanfarra dos daqui. Entenderam à importância do blog?

Voltando.

Jorginho, experiente na política (de vereador, presidente da Assembleia onde fazia os governadores se curvarem, a senador), foi tudo, menos conservador, direita e liberal, tanto que já foi o homem forte de Dilma Vana Rousseff, PT, no DNIT, em Santa Catarina, via o PL de Valdemar da Costa Neto e não de Bolsonaro, julgou que o conservadorismo, a direita e o bolsonarismo seriam cheques em branco para ele não fazer nada de relevante governador para Santa Catarina – um estado diferenciado. A reeleição viria por osmose de gente fanática. Jorginho está percebendo, tarde demais, que errou nesta avaliação. Está correndo contra o tempo, criando factoides e se aliando – por falta de opção – a traidores contumazes – e cada vez mais sem votos -, como o MDB.

Se incoerência e bobagens fossem poucas por aqui, as equipes técnicas da secretaria de Planejamento Territorial e da Superintendência de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Gaspar, devido à instabilidade explícita do grupo político que suporta o atual governo, estão sendo pressionadas por investidores e empresários da área de terraplanagem e imobiliária. 

Eles estão dando prazos e estabelecendo condições, para ter as mesmas regalias naquilo que se tornou dúvidas na cidade, diante do vácuo legislativo da revisão do Plano Diretor, vencido há  dez anos, segundo o Estatuto das Cidades, vácuo que foi condenado pelos vencedores na campanha e que se prometeu encontrar soluções dentro da legislação. Mas, pelo jeito, o “novo” já se tornou velho, rapidamente. Estão preferindo culpar os que não fizeram a lambança, mas a apontaram por dever de ofício, exatamente não prevaricarem como funcionários públicos que são e estão obrigados a cumprirem as legislações inerentes às suas funções.

Em troca para a volta ao passado e que gera insegurança jurídica e prejuízo aos investidores e empresários,  o grupo promete salvar o “delegado prefeito” da vulnerabilidade que está metido na Câmara. Vai lhe dar os votos da governabilidade na Câmara que a sua base não a possui, está se dividindo com falta de liderança, pelas picuinhas e tão cedo, por supostas dúvidas, exatamente naquilo que pessoal do “delegado-prefeito” condenava no palanque do governo de Kleber Edson Wan Dall, MDB. Em Gaspar, o mundo não gira. Está estacionado, ou emperrado por necessidades.

AS PORTAS DO GABINETE DA ILHA DA MAGIA

Para encerrar. 

Sobre esclarecer estas dúvidas, repito mote dos discursos e campanha eleitoral que levou o “delegado prefeito” ao poder por ampla maioria de votos (52,98% dos votos válidos contra quem queria continuar no poder com estas dúvidas ou por quem já a administrou por três mandatos), por enquanto nada. 

E olha, que instalado na prefeitura, o “delegado prefeito” está com a faca e o queijo na mão para fuçar e instrumentalizar, com sólidos documentos, denúncias e inquéritos (e até Processos Administrativos Disciplinares). Se não faz, é porque não os encontra. E se não os encontra, vai atestando à boa conduta do anterior e engolindo a língua. E se enfraquecendo e desmoralizando. Simples assim!

Será mais fácil e a tropa de choque do “novo” governo já movimenta para isso, é a de fazer da Delegacia de Polícia um puxadinho da prefeitura para intimidar, calar e constranger seus críticos e adversários, como fez Kleber e não teve sucesso, incluindo atos contra os militantes do PL quando na ferrenha oposição. Aliás, naquela época pareciam estar mais unidos do que hoje. Naquele tempo se assistia as intimidações sendo transformadas em termos circunstanciados que subiam ao Fórum para deixar o acusado assustado. 

O que está cada vez mais claro nesta cortina de fumaça intimidatória, é a repetição do que próprio candidato vencedor um dia já condenou. Está se criando factoides para esconder da cidade de que está em curso, grandes acertos entre os poderosos do passado. Eles, silenciosamente e nos bastidores, continuam dando as cartas no governo do presente por várias circunstâncias. Entre elas, devido, à falta de apoio da sua própria base parlamentar na Câmara para lhe garantir mais autonomia político-administrativa na prefeitura.

Resultado disso? Nada do que se prometeu na campanha eleitoral de revelar e punir se fosse poder e é, está em curso. Então, estão restou mirar nos que cobram o que juraram no palanque fazer, mas que pelo jeito, estavam enganando a cidade, em troca de votos fáceis. Muda, Gaspar!

TRAPICHE

O início desta semana foi o de separar os meninos dos homens. Os políticos e os gestores levantarem a bunda da cadeira do gabinete refrigerado. Foi uma agenda criada para dar à meia volta e embrulhar, por enquanto, as espertezas ensaiadas na Câmara de vereadores. Uma parte da rapaziada rumou para Brasília, outra para Florianópolis

E aqui, o presidente da Câmara, Alexsandro Burnier, PL, publicava na sua rede social uma ameaça velada (veja a reprodução ao lado) a outro vereador da bancada governista que lhe havia insinuado, na sessão anterior, de ter cobrado suposta rachadinha para assumir a vaga de suplente. Ao mesmo tempo, enterrava o Vale Marmita dos vereadores, denunciado no sábado passado, em primeira mão. O Vale Marmita teve vigorosa contrariedade de Dionísio Luiz Bertoldi, PT. Depois seguiu-se o velório com muitos vereadores espumando por eu ter tornado público o tema. Muda, Gaspar!

Aliás, os vereadores de Gaspar e que se dizem transparentes e defensores do povo, mas no escurinho fazem outra coisa bem diferente, precisam ficar de olhos bem abertos. A classe política – a mesma que em nosso nome, como nossa legítima representante, é inventora de mais impostos e cada vez mais altos e on line – está no olho do furacão chamada de sociedade organizada, cada vez mais vigilante. 

Muda-se de um desacreditado e se cai em outro igual que se disfarçava. Simples assim. Em Blumenau, por exemplo, movimentos da sociedade e empresarial – que aqui no caso do Vale Marmita, as entidades ficaram quietas – abortou à contratação de mais sete assessores para a Câmara de lá. Aqui, já se aprovou este ano, mais um assessor, no vapt-vupt. Devagar é mais fácil. É só olhar como cresceram estes nos últimos anos na Câmara.

Continuando. A ida a Brasília em plena segunda-feira do vice-prefeito Rodrigo Boeing Althoff, PL, com seus dois vereadores  Thimoti Thiago Deschamps, União Brasil, e Carlos Roberto Schmidt, PL, com a desculpa de buscar verbas, teve dois objetivos na verdade. O primeiro foi o de criar um tempo para que as melancias se ajeitassem depois que Thimoti, insinuou, sem provas, por enquanto, de que o vereador Alexsandro Burnier, PL, lhe cobrou o salário para ceder por 30 dias o exercício do suplente Thimoti. Naquele tempo ambos estavam no mesmo PL. 

Enfraquecido, sem capacidade de esclarecimento e argumentação, Alexsandro Burnier, PL, o que sempre diz que não tem nada a esconder, preferiu publicar nas redes sociais ameaças explícitas. Ele, agora, quer levar seus acusadores à Delegacia de Polícia. À polícia? Credo! Só para lembrar: na época dos supostos fatos, o presidente do PL de Gaspar, era Rodrigo Boeing Althoff. Outra, Alexsandro diz na publicação-ameaça de que tem uma lista grande (?). Cuidado se é grande, além de mal orientado mais uma vez, vai ser engolido. A lista só deveria ter um: o que levantou a bola. Alexsandro é político. É campeão de votos. E a fama se pulveriza. Alexsandro como vereador e político, é um ente exposto. Tem que dar explicações e não querer calar a boca dos outros.

O outro fato tem a ver com a configuração do Republicanos, em Gaspar, desmanchado a pedido de Jorginho Melo, PL, às vésperas das eleições de seis de outubro do ano passado, pelo preposto dele, o deputado Federal de Rio do Sul, Jorge Goetten de Lima, hoje presidente estadual do Republicanos. Oberdan Barni, ficou com o pincel na mão e uma derrota humilhante, objetivo da manobra do governador e dos vencedores daqui.

Rodrigo Boeing Althoff, PL, cabo eleitoral de Jorge Goetten de Lima, conversou com ele sobre isto em Brasília (foto acima, cuja legenda fala sobre a busca de recursos para Gaspar). Rodrigo pode migrar para o Republicanos e numa composição, sem perder o mandato por fidelidade partidária, o vereador Thimoti Thiago Deschamps, o único do União Brasil, poderá acompanhá-lo.

Sobre a busca de verba, a mais significativa foto é do próprio deputado Federal nas suas redes anunciando verbas para Bombinhas (foto ao lado com legendas autoexplicativas e sem serem manipuladas como os políticos daqui costumam me acusar e ficam endoidecidos quando revelam as originais). Para Gaspar, nada, por enquanto nesta viagem produtiva a Brasília.

Depois deste espaço publicar estas duas notas acima, os três gravaram que distribuíram papeluchos pelos gabinetes em Brasília pedindo recursos. São migalhas. Pois nenhum projeto foi levado com pedido de dinheiro carimbado para Gaspar.

E a viagem do delegado prefeito Paulo Norberto Koerich, PL, a Florianópolis. Não conseguiu ser atendido, mais uma vez, pelo governador. Mal chegou ao chefe de gabinete, o ex-deputado Kennedy Nunes, PL (foto acima no corpo do artigo principal). E isto porque estava acompanhado do sumido presidente do PL de Gaspar, Bernardo Leonardo Spengler Filho, que entre outras para estar nesta função decorativa, é a de ser amigo de infância dos filhos de Jorginho Melo, PL. Na volta, a moda Kleber Edson Wan Dall, MDB, o “prefeito delegado”, do carro, anunciou nas redes sociais, como sendo do governador, a vinda mais uma patrola e uma retro-escavadeirea. Tudo para não deixar João Rodrigues se criar em Gaspar.

Na secretaria de Agricultura, o “delegado prefeito” Paulo Norberto Koerich, PL, conseguiu uma audiência com o recém nomeado, deputado Federal de Jaraguá do Sul, Carlos Chiodini, MDB, mas trabalhada pelo cabo eleitoral do deputado, o vereador Ciro André Quintino, MDB (a foto de abertura de hoje do artigo principal do blog). Duas observações importantes. A primeira como a base do governo é pouco representativa e a partir da chefia de gabinete não identificada com o novo mundo politico. Segundo, como o “delegado prefeito” insiste em desprestigiar à sua própria equipe. Se o encontro além de político era técnico, qual a razão para não levar nesta audiência a secretária de Agricultura e Aquicultura, de Gaspar? 

O melhor retrato do governo do “delegado prefeito” Paulo Norberto Koerich, PL, está nesta foto. O técnico Charles Roberto Petry, PL, precisou dois meses para como presidente da Fundação Municipal de Esportes e Lazer, colocá-la em ordem. Mas, pediu no boné. Não aguentou a pressão da própria base, as fofocas que o governo as têm como verdade. Com a Fundação azeitada, Charles vai ser entregá-la a um curioso e aposentado.

Perguntar não ofende. O funcionário público efetivo da prefeitura de Gaspar, ex-secretário de Assistência Social, e ex-secretário de Saúde, Santiago Martin Navia, MDB, é agora assessor do mais longevo dos vereadores, José Hilário Melato, PP? As redes sociais mostraram que ele esteve mais uma vez em Florianópolis, assessorando o vereador.

Quem tomou os espaços de fala na mídia em Gaspar, com desenvoltura – e melhor comedimento – e coerência, para o temor de alguns, foi o ex-prefeito Adilson Luiz Schmitt (2005/08), que acabou de se desligar do PL. Ele está metralhando à inércia do “novo” governo do “delegado prefeito” Paulo Norberto Koerich e do engenheiro Rodrigo Boeing Althoff, ambos do PL. Outro ponto de indignação de Adilson é à falta de resultados do governador Jorginho Melo, PL, para o estado como um todo e Gaspar, especialmente.

Perguntar não ofende. Já pode fumar em ambiente públicos fechados e ainda mais, quando se faz reuniões com subordinados? Pode fumar cigarros eletrônicos contrabandeados e proibidos no Brasil? Eles não fazem ainda mais mal do que os próprios cigarros tradicionais? Muda, Gaspar!

Jair Messias Bolsonaro, PL, sendo Bolsonaro. Durante toda a campanha de 2024 ele sempre afirmou que perderia e perdeu as eleições porque as urnas eletrônicas eram manipuladas e fraudadas. Agora, com o Supremo Tribunal Federal caminhando para condenar a deputado Carla Zambelli, PL SP, por ameaçar com arma de fogo um eleitor em pleno bairro nobre de São Paulo, Bolsonaro diz que ela foi a responsável pela derrota dele. Ah, então não foram as urnas? Meu Deus!

Outra. Centenas de fanáticos estão sendo condenados a rodo a longas penas por golpe contra o estado democrático de direito, associado com depredação de patrimônio público, tombado e histórico (igual ao que sempre fez o MST neste caso das depredações). Até chegar a pena de 14 anos imposta à cabeleira Debora Rodrigues dos Santos. Ela pichou com batom, na estátua da Justiça do STF, “perdeu mané“, proferida pelo próprio ministro Luiz Roberto Barroso, referindo-se à derrota de Bolsonaro. Como Débora se tornou comoção nacional, Bolsonaro se agarrou nela, até então órfã, como os demais patriotários. Jesus!

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6 comentários em “QUASE QUATRO MESES DEPOIS DA POSSE, PRESSIONADO PELA REALIDADE, ACUADO PELA CRÍTICAS, ENFRAQUECIDO NA PROTEÇÃO POLÍTICA PELA PRÓPRIA BASE, O “DELEGADO PAULO” E O PRESIDENTE PL DE GASPAR RESOLVERAM SAIR DO CASULO E AGIR COMO PREFEITO E LIDERANÇA POLÍTICA”

  1. Qualquer semelhança com Gaspar não é mera coincidência. É um método seja quem estiver no poder e se aproprie de rótulos como esquerda, lulista, petista, bolsonarista, direita e outros doentes

    COMO FAZER PARA LULA NÃO PERDER A ELEIÇÃO, por Augusto Franco, no X

    Em condições normais Lula perderá a eleição de 2026. Sabendo disso, o lulopetismo está tentando criar condições anormais. Como?

    1) Transformando o julgamento de Bolsonaro e comparsas no STF em um julgamento político e numa antecipação da campanha eleitoral, para vender a ideia de que qualquer candidato não petista, que pretenda herdar os votos bolsonaristas, será um golpista (ou fascista) disfarçado.

    2) Censurando programas eleitorais das oposições no horário gratuito da TV; no limite, cassando candidaturas oposicionistas.

    3) Usando as mídias profissionais (sobretudo as TVs) como imprensa chapa-branca ou assessoria de imprensa do governo.

    4) Aprovando, via STF, uma regulamentação das mídias sociais que asfixie as oposições, censurando conteúdos antilulistas e antipetistas; no limite tirando do ar algumas dessas mídias durante a campanha eleitoral sob o pretexto de que difundem fake news, desinformação, discurso de ódio ou atentado ao Estado de direito e à democracia.

  2. O CAVALO-DO-PAU EM POUCAS HORAS DO DONO DA LEI NO BRASIL E NÃO O APLICADOR DELA, O STF E ESPECIALMENTE ALEXANDRE DE MORAES, NO CASO DA CABELEIRA DÉBORA DOS SANTOS, PEGA PICHANDO COM BATOM ENCARNADO A ESTÁTUA DA JUSTIÇA DEFRONTE O STF PLAGIANDO COM A FRASE “PERDEU MAÉ” DO MINISTRO LUIZ ROBERTO BARROSO, NAQUELE FATÍDICO DIA DOS PATRITOTÁRIOS DEDREDADORES, MOSTRAM TRÊS COISAS

    FICOU MAIS CLARO PELO EXEMPLO PARA A SOCIEDADE COMO A CARA E LENTA JUSTIÇA É VINGATIVA E JUSTICEIRA E RÁPIDA NESSES CASOS PARA OS SEM CONDIÇÕES QUE TEREM CARÍSSIMOS E FAMOSOS ADVOGADOS

    A DESPROPORCIONALIDADE DA DESOMETRIA DAS PENAS E A POSSIBILIDADE DOS LÍDERES DO MOVIMENTO (BOLSONARO E OUTROS QUE AGORA ESTÃO INDO PARA A VARA), POR SEREM BEM ASSISTIDOS JURIDICAMENTE, TEREM PENAS MENORES DO QUE OS QUE ELES USARAM COM O BUCHA DE CANHÃO

    DE QUE A SIMPLES CABELEREIRA DÉBORA ESTAVA ESPONDO AS INVENCIONICES DA JUSTIÇA, CONSCIENTIZANDO A SOCIEDADE E LEVANDO A JUSTIÇA Á UM CAMINHO DE DESCRÉDITO SEM VOLTA, COM A POSSIBILIDADE TÉCNICA EVIDENTE DE UM JULGAMENTO CHEIOS DE ERROS PROCESSUAIS QUE PODEM DAR EM NADA, E ALIMENTAR A ANISTIA NO CONGRESSO NACIONAL

  3. Ser bolsonarista é antes de tudo ser masoquista. Bolsonarismo não representa a direita, o conservadorismo, o liberalismo. O Bolsonarismo se aproveitou e mal desse vazio no Brasil. O oportunismo é tão grande, que acabou com a Lava Jato, desacreditou o juiz Sérgio Moro e foi com isso, o maior cabo eleitoral da eleição de Luiz Inácio Lula da Silva, a volta do PT, da esquerda do atraso, da esbórnia que tomou conta do Congresso Nacional que sequestrou o Orçamento e deu poderes quase ditatoriais ao STF, o mesmo que agora está usando-o para condenar os próprios bolsononaristas para além da dosimetria nas penas dos possíveis crimes por gente fanática induzida a bucha de canhão de um ídolo safo.

    DESLEALDADE, editorial do jornal O Estado de S. Paulo

    Os sinos não vão dobrar pela sra. Carla Zambelli, deputada que o Supremo Tribunal Federal (STF) deve condenar à prisão pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo. A referida parlamentar não tem a menor importância para o País, a não ser como exemplo da forma francamente desleal como o ex-presidente Jair Bolsonaro trata aqueles que, como a sra. Zambelli, lhe devotam cega fidelidade.

    Que a sra. Zambelli é desqualificada para o exercício da representação parlamentar já é do conhecimento de todos há muito tempo. A indigitada é o tipo ideal do bolsonarismo: mitômana, inventou ter sido curada de covid-19 apenas com o uso de cloroquina, inventou que o governo cearense enterrou caixões vazios para aumentar as estatísticas de mortos na pandemia e inventou que foi agredida pelo infeliz que ela temerariamente perseguiu, arma em punho, pelas ruas de São Paulo – crime pelo qual ela agora pagará. Ou seja, ela se notabilizou apenas pelo destrambelhamento e pela incapacidade de dizer a verdade, e não por projetos de lei do interesse de seus representados, razão pela qual ninguém deve chorar pela provável cassação de seu mandato.

    Em defesa da sra. Zambelli, contudo, deve-se enfatizar que tudo o que de infame ela fez, cada mentira que contou, estava perfeitamente consoante com o espírito do bolsonarismo. Ou seja, a deputada condenada existe e respira apenas como sintoma dessa doença infantil do reacionarismo.

    E essa doença infantil é intrinsecamente pusilânime. O ex-presidente, há alguns dias, culpou a ainda deputada por ter perdido a eleição de 2022. “Carla Zambelli tirou o mandato da gente”, disse Bolsonaro ao podcast Inteligência Ltda., em referência justamente ao caso em que a sra. Zambelli, de arma na mão, saiu a perseguir um desafeto. Para Bolsonaro, essa imagem arruinou suas chances de vitória em São Paulo e, consequentemente, no Brasil.

    Eis aí Jair Bolsonaro em sua melhor forma: para não reconhecer que perdeu a eleição de 2022 porque desrespeitou a dor dos brasileiros que tiveram familiares e amigos mortos durante a pandemia de covid-19 e porque atentou dia e noite contra o espírito da democracia brasileira, Bolsonaro joga a culpa por sua derrota em cima de uma obscura deputada – que, reitere-se, agiu apenas como boa bolsonarista. O nome disso, claro, é covardia.

    Em resposta, a sra. Zambelli até murmurou um protesto: “Enfrentar o julgamento dos inimigos é até suportável. Difícil é aguentar o julgamento das pessoas que sempre defendi e continuarei defendendo”, escreveu ela nas redes sociais. Debalde: como sabem os muitos sabujos de Bolsonaro que acabaram descartados por ele quando deixaram de ter alguma utilidade a seus projetos pessoais, o ex-presidente exige lealdade absoluta de todos os que querem dele se aproximar, mas não garante reciprocidade.

    Portanto, o caso da sra. Zambelli só tem uma utilidade: mostrar àqueles que juram lealdade a Bolsonaro neste momento – achando que com isso terão a simpatia e o apoio eleitoral do ex-presidente – que correm sério risco de ter o mesmo destino da parlamentar: o descarte

  4. É DESCABIDA DECISÃO DO CNJ QUE REGULOU PENDURICALHOS, editorial do jornal O Globo

    O ministro Mauro Campbell Marques, corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), limitou as verbas indenizatórias acrescidas ao salário de juízes — os “penduricalhos” — a R$ 46.336,19 mensais, o equivalente ao salário de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Com isso, os magistrados poderão receber todo mês o equivalente a dois tetos constitucionais, ou R$ 92.672,38. Trata-se de um despropósito, pois a Constituição limita a remuneração mensal no setor público a um — e não dois — salário de ministro do STF. A decisão de Marques só pode ser explicada pelo nível de abuso nos supersalários pagos a juízes, procuradores e integrantes da elite do funcionalismo.

    Eventuais pagamentos adicionais podem se justificar no caso de reembolso de despesas, diárias de viagem ou mesmo auxílios-moradia temporários, quando há mudança de cidade por motivo profissional. Mas devem ser excepcionais. Não é o que acontece. Os “penduricalhos” têm sido usados para assegurar gratificações descabidas e aumentos salariais disfarçados muito acima do que permite a Constituição.

    O maior contracheque pago a juízes em dezembro somou R$ 788.358,05 brutos (ou R$ 678.386,57 líquidos). Um juiz aposentado com salário-base de R$ 37.731,80 recebeu no mesmo mês R$ 672.663,87 (R$ 31,2 mil só de gratificação natalina). Podem ser casos extremos, mas estão longe de ser isolados. De acordo com o próprio CNJ, foram pagos 63.816 salários mensais brutos superiores a R$ 100 mil em 2024. Mais de 90% dos juízes e procuradores ganham acima do teto, segundo levantamento do economista Bruno Carazza. Na média dos tribunais, o pagamento extrateto por magistrado foi de R$ 270 mil no ano passado. Isso para uma categoria que está na fatia de 1% de maior renda e representa apenas 0,06% do funcionalismo.

    Os “penduricalhos” pagos a juízes somaram R$ 12,9 bilhões em 2024, ou um décimo do custo do Judiciário. Despesas com tribunais, Ministério Público e Defensoria Pública saltaram até 36% entre 2022 e 2023 em 18 estados, segundo o centro de pesquisa Justa. Não é à toa que, custando 1,3% do PIB (sem contar o Ministério Público), o Judiciário brasileiro seja tão caro.

    A decisão de Marques respondeu a pedido do Tribunal de Justiça de Sergipe para pagar Adicional por Tempo de Serviço (ATS) retroativo aos magistrados do estado. Esse tem sido um dos caminhos para juízes receberem supersalários. O ATS — também conhecido como “quinquênio” — equivale a 5% de aumento a cada cinco anos, sem levar em conta mérito ou produtividade. Chegou a ser extinto, mas voltou a ser pago em 2022 na Justiça Federal, com um drible na lei. Depois, seguiram-se Justiça do Trabalho e tribunais estaduais. O efeito cascata estende a benesse, depois surgem pedidos de pagamentos retroativos.

    A Constituição exclui verbas indenizatórias do teto salarial, mas não as define. A lei para discipliná-las até hoje não foi aprovada. O PL dos Supersalários que tramita no Congresso é repleto de exceções que eternizariam as distorções. No lugar dele, Executivo e Legislativo devem apresentar uma proposta sensata, limitando “penduricalhos” a casos excepcionais. Não faz sentido que Campbell Marques tenha decidido isso sozinho. O único alento da decisão é sugerir que o próprio Judiciário já tenha acordado para o problema.

  5. odete.fantoni@gmail.com

    Mais uma vez, muito obrigada por tudo.
    Sem o seu trabalho nós estaríamos a deriva.
    E como o senhor falou acima,
    todos os que tentaram derrubar com intimidação, b.o., delegacia e forum aqueles que cobraram RESULTADOS dos gestores públicos de Gaspar,
    estão caindo um a um, dia após dia.
    A certeza que estamos no caminho certo, como também o senhor relatou, é que estamos de pé.

    1. E os que condenavam, combatiam e até foram perseguidos por esta prática, agora, no poder de plantão, estão recorrendo a mesma prática. Por quê? Por que são, no fundo, todos iguais. Eleitor e eleitora só servem para dar votos para eles chegarem ao poder. E quando lá, os adversários e críticos (que o ajudaram pelas críticas a serem poder) se tornam problemas a serem eliminados. Nada como um dia após o outro. Muda, Gaspar!

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